sábado, 29 de outubro de 2011

Amarras

Amarrar-me a você, não me fará mais sua do que sou.
Impedir que eu cresça, evolua e me destaque, não o fará mais "dono" de mim.
Então, pare de tentar apagar a minha luz, pois ela não depende da sua vontade.
Procure entender, que o amo, exatamente porque brilho. Se eu fosse fosca, opaca, não tivesse luz própria, não poderia jamais olhar para você, pois certamente também o seu brilho me cegaria.
Não estamos juntos porque somos pedras, mas por sermos vibrantes e intensos.
Eu não o amo como a mim mesma, mas o amo por si mesmo. Procure me amar, não como extensão, mas apesar de você!
Sinta no meu amor, a minha alegria que é estar ao seu lado e não veja o meu prazer de estar com você, como se fosse um dever, porque não é.
Não imponha o seu peso sobre o meu coração - que é mais frágil do que pode imaginar - pois se o fizer, me fará sucumbir.
Seja generoso ao me amar.
Seja gentil, ao me querer.
Seja doce, ao me contrariar.
Seja apenas um homem capaz de amar!
Se assim for, eis que as amarras se farão desnecessárias, posto o que me prende a você, é o amor que lhe tenho e não as imposições que me faz.
Quanto mais leve for o seu amor, maior será a minha vontade de estar ao seu lado. Pense nisso!

Bom dia!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Incertezas

Se ele liga, me encho de esperanças. Se não liga, me pergunto onde errei...
Se sei onde está, baixo a guarda, relaxo... Mas, se eu ligo e ele não atende e não sei para onde foi, me cerco das dúvidas que não deveria ter.
Corro contra o tempo, para lhe encontrar, nem que seja por alguns minutos, mas as horas correm contra mim, quando estamos juntos!
Vejo estrelas e penso em seus olhos, mas tropeço em pedras, quando estou atordoada, buscando seu rosto em todos os rostos da cidade...
Que mundo é esse, onde os pares não podem simplesmente se encontrar e viver felizes para sempre?
Que ditadura é essa, em que amar, é me condenar às angústias de incertezas que me confundem?
Quero a estabilidade que tenho ao seu lado e que me desarruma toda, quando se afasta do meu abraço.
Espero que ele volte pela mesma estrada que o levou para longe... mas são incertos os seus passos...
Até quando, devo esperar por uma atitude, que ele não pode (ou não quer) tomar?
Sou mais inteligente que isso?
Não tenho mais convicção de nada, quando ele se afasta...
A única certeza, é que o sol vai nascer amanhã, quando o telefone tocar e ele me avisar que está voltando!
Então, recomeço a contagem regressiva, até o momento de nos afastarmos novamente, e toda incerteza se reinstalar, gerando em mim, a ansiedade que me consome até que ele volte na próxima semana...
O quero comigo!
Ele me quer ao seu lado!
O que precisamos mais, além desse querer que nos motiva um ao outro?
Ah... amar não é tão simples, mas deveria!


Bom dia!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011