quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mulher

Eu gosto de ser mulher.
Gosto da feminilidade, da força, do poder de persuasão que temos.
A maternidade, uma peculiaridade só nossa, das fêmeas, destinadas à perpetuação da raça humana, e, com exceção de alguns exemplares do mundo animal, também das outras espécies entre os seres vivos.
Mas acredito que não estamos sozinhos... 
Me pego a cismar, se em outros planetas habitados, se o papel da mulher (fêmea), é tão, mais ou menos importante, observado, enaltecido e como aqui também, desrespeitado, humilhado, constrangido, escravizado, negligenciado...
Como será?
Pois estamos em pleno terceiro milênio e a mulher ainda é vista como um ser inferior, destinada a procriar e trabalhar até não poder mais, sem que o salário seja equiparado ao do homem e com exceção do dia das mães, dia do aniversário, e festas de final de ano, quem é que se lembra de agradecer?
Nossa família se senta à mesa, come a boa comida que a mãe faz, ou a empregada (via de regra uma mulher), se farta, mas a menos que lhe seja perguntado, ninguém elogia, ou agradece!
Nenhum marido (com raras exceções), se lembra de perguntar como foi o seu dia...
Nem marido, nem filhos, se lembram de agradecer o menor gesto de carinho (e são tantos pequenos gestos carinhosos).
No noticiário, vemos mulheres ultrajadas, violentadas, humilhadas, desrespeitadas, mas não vemos nenhum movimento masculino exigindo que isso mude, por respeito a quem lhe deu a vida!
E por falar na vida, ah, como somos parideiras! Não importa se mãe de um, ou de sete, somos generosas com a vida. Nosso instinto maternal é forte e tanto entre os seres humanos, quanto no reino animal.
Mas apesar de tudo, se houver outra vida, quero ser mulher, porque eu gosto, gosto mesmo de ser mulher!


Boa noite.

2 comentários:

Rosa Gandine Hipólito disse...

Ninguém percebe ou valoriza o que uma mulher faz, até o dia que ela deixar de fazer.

Grande abraço Helena.

Helena Bertulucci disse...

É verdade, minha querida Rosa Gandine Hipólito. Por isso acredito que não podemos nos calar! Beijos e obrigada!