domingo, 15 de maio de 2011

Chuva

O dia está cinza. Está chovendo...
Me divirto com as minhas cachorras, Anastácia e Belizária (mãe e filha, respectivamente), que até esta hora, estão na caminha delas, debaixo de um montão de cobertas, sem se mexer, porque sentem frio...
São da raça Teckel (salsichinhas), muito dóceis e agarradas a mim, mas estão se divertindo, com tanto espaço pra brincar.
Basta que o tempo esfrie um pouquinho, para que ambas durmam a manhã toda... (risos)...
Que bom que elas podem! Pelo menos alguém na família deve poder se dar algum luxo! 
À noite, logo que escurece, elas saem do quintal e vão para a cama, esperando que eu as cubra para dormir. No dia seguinte, aguardam que eu vá até elas, para levantar da cama, a menos que o calor seja grande, quando então, me chamam latindo, para que abra a porta da garagem para saírem, caso contrário, ficam na cama por muitas horas, na maior preguiça! Com chuva? Nem pensar que saem da cama! 
Ô, vida boa! Risos...

Bom dia!

sábado, 14 de maio de 2011

Poema

Laços Encantados 
(escrito em São Paulo, no dia 7 de julho de 1992, às 14:50h)

O teu silêncio
Percorre minhas entranhas,
Como o eco
Que ressoa nos arcos
De um mosteiro abandonado,
Atraindo, para ali,
Pássaros agrestes
Que flamejam suas asas sob raios de sol,
Cheios de vida, como quem 
Saúda a primavera.

A tua boca
Silencia meu coração,
Como lápide
Que encerra os segredos 
De um jazigo eterno,
Prenúncio da energia que liberta,
Transforma lágrimas
Em pérolas e contas coloridas
Para enfeitar os sonhos de mulher.

A tua vida,
Na minha vida,
Brilha como candelabros de cristal,
Onde frágil,
O bruxulear das chamas
Aquecem minha alma,
E iluminam meu retorno
Ao mundo da fantasia...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Diário

Estive revendo um velho diário, que há anos não visitava.
Ao folhear suas páginas, me senti sem a intimidade que nos permitia tantas confidências.
Foi como se eu estivesse invadindo a privacidade de outra pessoa, descobrindo-lhe os segredos outrora partilhados.
Chorei por tudo o que não realizei, pelo que perdi e por tudo o que não conquistei.
Minha eterna guardiã e carcereira, a solidão continua em mim, mas já não me tortura. Ambas estamos ficando velhas, nos tornamos boas companheiras...
O amadurecimento me trouxe tranqüilidade e ensinou a não ter grandes expectativas para com as pessoas e com os projetos de vida.
Aprendi com o tempo, a não me frustar pelo que não posso mudar nos outros, nem em mim.
Ainda me sinto como se caminhasse em direção a uma locomotiva desenfreada em sentido contrário, mas antes, acreditava que não podia fazê-la parar, nem sair dos trilhos. 
Hoje, sei que a locomotiva, não posso parar, nem descarrilhar, mas eu posso mudar de trilho!
Envelhecer, não é de todo mal!
Boa tarde!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Fronteiras

Esta noite, sonhei que estava diante de uma muralha intransponível. Era enorme! Sólida.
Para minha surpresa, eu sabia que a muralha era eu. 
Loucura...
Quando acordei, fiquei pensando, quanto me emparedo no dia à dia, me impondo limites e fronteiras que me nego ultrapassar...
Tenho medo de enfrentar meus fracassos e medo de não superá-los.
Preciso aprender a falar por mim e nas experiências que tenho vivido, fui sendo talhada a falar pelo outro. Talvez, pela prática da profissão, onde constantemente, sou intermediária.
Falar por mim, sobre mim, sempre foi mais difícil. 
São muitos os obstáculos - "muralhas" - em mim mesma, a vencer.
Todos os dias, preciso superar minhas limitações e me focar na disciplina que busco mas não alcanço.
Sou desregrada, sem norte, sem foco. Me desgasto andando em círculos, na ilusão de conseguir fazer mil coisas ao mesmo tempo e nada, ou muito pouco, realizo.
Meus desafios, são muitos e enormes, para a minha determinação de vencer minha pior inimiga: Eu mesma!
Se um dia eu conseguir definir meu objetivo de vida, quem sabe, consiga alcançá-lo. Por hora, me dou por satisfeita em saber que estou viva e que a fronteira do ontem, eu já transpus. 
Então, que venha o hoje.
Bom dia!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Introspecção

O que me leva a manter uma relação, onde não há mais cumplicidade, interesse, elo de ligação, ou qualquer outra motivação que me conduza em direção ao outro?
Amor é um conjunto de fatores e precisa ser cultivado todos os dias.
Quando não há o cultivo desse sentimento, ele se esvai, seca, dissolve...
Mas ainda assim, a gente insiste em manter um vínculo, mesmo desgastado... por que será?
Medo do que? 
A solidão, pode ser uma excelente companhia, quando existe amor próprio, mas é preciso manter o coração aquecido, para que não se torne árido...
O afeto, é nutriente para a vida e, sem o que, tudo o mais perde a cor, a beleza...
Amar não é tão simples, porque exige, cobra, faz comparações...
Preciso viver todos os dias, uma nova experiência afetiva, ainda que com a mesma pessoa, caso contrário, não sou capaz de amar, me perco no vazio de mim mesma.
Bom dia!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Comprometimento

Tem coisa mais chata e inconveniente, que a pessoa dizer que vai ligar e não liga?
E quem diz vou na sua casa, tal dia e tal hora e não aparece, nem telefona dando uma justificativa, quer por respeito ou consideração, quer para não demonstrar descaso e não tomar em vão o nosso tempo?
O Brasil, tem programas sociais muito bons e generosos para com o povo.
Infelizmente, esses programas, a meu ver (e longe de mim, a pretensão de falar por conhecimento técnico de causa), estimulam a ociosidade.
O 'bolsa família', entre outros programas de assistencialismo, que se destina a ajudar famílias carentes e produzir votos eleitoreiros, também as coloca em posição confortável de não precisar trabalhar.
Contratei os serviços de uma moça, de vinte e poucos anos, forte, saudável, para me ajudar a colocar a casa em ordem, quando da minha mudança de endereço. Essa moça, tem 3 (TRÊS) FILHOS pequenos, mora numa casinha de uns quatro cômodos, junto com a mãe, o padrasto e mais não sei quantos outros irmãos, também com filhos e acho que não tem marido, mas pelo que me disse, os pais (cada filho de pai diferente), não ajudam (se é que ela sabe o paradeiro dos pais de seus filhos). 
O fato é que tratei 4 horas de trabalho diário, de segunda à sexta-feira, por um valor que ela aceitou. Veio no primeiro dia, dizendo que só poderia vir no segundo dia; 
Veio no segundo dia, na quinta-feira, com uma hora e meia de atraso, mas saiu na hora exata que previamente havíamos combinado; trabalhou, e eu a levei, por minha conta, no mesmo restaurante onde eu almoço, porque a cozinha ainda não estava em condições de eu preparar nosso almoço.
Quando chegou a hora que ela havia determinado que precisava sair, eu a levei até as creches (cada filho fica numa creche diferente, até bem distantes, umas das outras), como se fosse sua motorista, peguei cada uma das crianças e a deixei na porta de casa, com a filharada e as mochilas e sacolas das crianças, ao que ela sequer agradeceu, como se eu tivesse obrigação.
Nos despedimos com o acerto que na segunda-feira ela retomaria o trabalho, porque na sexta-feira, a mãe dela ia viajar e ela não poderia deixar a casa.
Domingo à noite, ela teve a delicadeza de informar que a mãe dela ainda não havia chegado da viagem e que, portanto, não teria como levar os filhos nas creches e além disso, teria reunião de professores e não poderia faltar ao seu 'compromisso' (como se o acordo comigo, não fosse também um compromisso), mas que na terça-feira, estaria às 9:00h, se apresentando ao trabalho.
Hoje, às 9:40h, eu telefonei para a casa dela, para saber o que houve, já que ela não apareceu.
Ela estava dormindo!!!
Me disse ao telefone: "ah... já é essa hora? O pior, é que agora, não levei as crianças para a creche... não tenho como ir trabalhar..."
Não me agüentei!!!
Eu disse que é por isso, que ela mora num barraco e não tem perspectiva: Não gosta de trabalhar!
Ela disse que gostava sim de trabalhar. Então, eu disse: Minha querida, então, se você gosta de trabalhar e dorme até às nove e quarenta da manhã, só posso concluir que você pode até gostar, mas definitivamente, com 3 filhos para criar, você NÃO PRECISA TRABALHAR!
Claro que não precisa! Tem onde morar; Bem ou mal, onde comem 2, comem 8, 10; Com o assistencialismo, sempre tem um dinheirinho para a fralda descartável (claro que ela não usa fraldas de pano na bebê!).
Além do que, sempre ganha alguma coisinha, de um ou de outro... afinal de contas, é pobre a coitada!
Peço desculpas, a quem não concorda com o que está dito aqui, mas francamente, o brasileiro gosta da miséria e do conforto da pobreza, porque não precisa ter comprometimento com nada nem com ninguém!
O povo não precisa trabalhar e também não gosta de trabalhar, porque a preguiça é premiada, com o assistencialismo do governo e daqueles que acreditam que dar esmolas, seja algo nobre, para compensar sua abastança.
Sinceramente, enquanto houver por parte dos governantes, essa postura paternalista e programas que sustentam a ociosidade, não haverá prosperidade nem esforço, porque, para o povo, o básico estando garantido, é o quanto basta para os mais necessitados, aliás, recebendo auxílio como essas bolsas, nem tão necessitados assim, o pobre não precisa se empenhar, porque deixa de ser miserável, mas não ganha dignidade e não aprende a ter comprometimento.
Boa noite!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Traição

No outro dia, ouvi uma pessoa fazer um comentário sobre traição e tive de admitir: realmente, ninguém é traído pelo inimigo. 
Inimigo, não trai. 
Quem trai, é a pessoa em quem confiamos. Quem trai, é aquele a quem amamos, dedicamos nossas vidas. Quem trai, é o ente mais querido e próximo. 
Traidor, é aquele que corrompe a nossa confiança e nossa fé. 
Fui vítima de traição, muitas vezes na vida. 
Não falo só da traição do homem (ou da mulher), que sai com outra pessoa, enquanto mantém um relacionamento com a gente. Claro que isto também é traição, mas aqui, me refiro à traição das pessoas em quem depositava todas as esperanças da minha vida, a quem eu creditava a certeza de empreendimento, prosperidade, realização.
Quando se tem expectativas, com relação ao outro, a traição toma proporções ainda maiores, porque o ato de trair, implica em demolir os sonhos mais ousados e que só poderiam se realizar, se o tripé fosse bem alicerçado - confiança - segurança - investimento (no outro).
Essa forma de traição, rouba nosso tempo, expõe nossas fraquezas, nos apresenta debilidades que nem lembrávamos que possuíamos.
Obvio, que somos todos frágeis, sensíveis até mais do que deveríamos ser, mas quando somos vitimados por esse tipo de postura, que nos corrói e nos torna impotentes, a traição nos obriga a verbalizar nossos temores e nos enfraquece.
Traição faz mal a quem é traído, porque quem trai, sai ileso, fortalecido pela dor do outro, como se tivesse amealhado uma parte de nós, que vai lhe somar atributos, enquanto o traído é quem fica mergulhado na sua dor, na sua perdição.
Traição machuca, porque nos rouba o nosso melhor. Fere, porque nos tira o chão e leva nossos ideais como corredeira morro abaixo.
Traição é mortal, porque o que nos tira, não pode ser resgatado, nem restituído. 
Quem trai, não olha pra trás, enquanto o traído, olha pra dentro dos seus escombros pessoais e não sabe por onde começar para refazer a vida e retomar o norte de onde está. Fica perdido, sem saber o que fazer com o que lhe sobrou nas mãos, normalmente, pó, areia do tempo, poeira da vida, agora sem sentido.
A boa notícia: sempre haverá luz no fim do túnel;
A má notícia: sempre haverá traição.
Bom dia! 

domingo, 8 de maio de 2011

Quem não é visto, não é lembrado

Realmente, se a gente não se faz presente, acaba no esquecimento...
Hoje, no entanto, é um dia especial, porque as mães são reverenciadas de alguma forma... acho um equívoco, posto que a pessoa que traz a outra ao mundo, deveria ser sempre enaltecida (ou não - tem uns trastes, que nunca deveriam ter vindo ao mundo), independente de uma data específica.
Por falar em trastes, que não deveriam ter nascido, imagino o constrangimento a que submetem suas pobres mães, quando têm de admitir quem são seus filhos...
Imagino, por exemplo, se estivesse viva, a dor da mãe daquele maluco que saiu atirando e matando na escola do Rio de Janeiro... ou a mãe do Bin Laden (peço desculpas se a ortografia não estiver correta)... como também, deve ter sentido muito constrangimento, a mãe do Hitler, ou do Menghel (novamente meu pedido de desculpas se estiver errada a ortografia)...
Em contra partida, deve ser a glória, ser a mãe de gente que faz a diferença, como a Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier, João Paulo II, Mandela, Gandhi...
Como também, acredito, seja muito bom, ter filhas como a Mariana, a Milena, a Talita, a Priscilla, a Angélica, a Ana Rita, a Francini, a Kamila, a Carolina, a Larissa, a Célia, a Noésia, a Marivânia, a Bete, a Lívia, a Cleise, a Silma, a Bruna, entre tantas outras, filhas comuns (algumas até menos comuns), mas que enchem de orgulho suas mães, pela retidão de caráter e postura, como tantas outras pessoas, mas que fazem a diferença dentro da família, como a minha querida nora, Maria Cláudia.
Minhas homenagens a essas filhas, por terem sido maravilhosas e enchido de orgulho suas mães, e continuam se empenhando nisso, algumas já enquanto mães e avós.
Na mesma linha, devo dizer que é uma honra, apesar dos desafios, ser mãe do Marcus, do Jefferson, do Anderson, do Rodrigo, do Michael, do Mateus, do Victor, do Pedro, do Lourenzo, do Antonio, do Clayton, do Alberto, do João, do Edson, do Raul, do Henrique, do Franco, do Gilvânio, do Alessandro, do Gustavo, do Fábio, do Luciano, do Ivanilson, do Nelson, do José Alberto, do Leo, do Felipe, ou do Bittencourt, por representarem a gama de filhos comuns (e alguns nem tão comuns), mas que se empenham em fazer o que é certo e a construir uma vida dentro da família, ou da sociedade, capaz de servir de lição e deixar para a posteridade, feitos simples, mas que fazem toda a diferença para quem ama.
Homenageio, pois, todos esses filhos, que enaltecem suas mães, por serem homens de bem.
O fato, é que a participação da mãe nas escolhas do filho, é ínfima, mas se ele tem na mãe, a referência necessária, será sempre lembrado, independente dos feitos grandiosos ou singelos, mas para a mãe, não há distinção entre o orgulho que sente por ter trazido ao mundo, a Lady Diana, ou a Giovânia... o Príncipe Williams (me perdoem a ortografia se errada), ou o Ricardo... porque o que nos envaidece, não é outra coisa que a certeza do êxito e realização pessoal em busca da felicidade dos nossos filhos quando alcançada.
Tenho certeza, que essas mães, assim como eu, sabem qual é a recompensa por trazer ao mundo seres tão especiais (para nós), mesmo que seus feitos não atravessem fronteiras.
Às mães desses filhos que se perdem ao longo da vida, nas drogas, nos crimes, na violência, que sejam consoladas e encontrem a paz, para elas e seus filhos perdidos...
Feliz dia das mães!

sábado, 7 de maio de 2011

Dia das mães

Há um ano, a minha mãe se foi, mas esteja onde estiver, deixo aqui registrado o meu beijo de coração para ela.
Deixo também, o meu carinho a todas as mães que visitam o meu Blogger. As presentes e as ausentes. As recentes e as futuras.
Que nossos filhos nos perdoem os erros e valorizem nossos acertos.
Que os filhos dos nossos filhos, se divirtam na nossa companhia e que ao lado deles, possamos renovar nossas almas e aprender com nossos netos.
Feliz dia das mães!
Boa noite!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Decepção

Ontem, fiquei mais uma vez decepcionada com a atitude de uma pessoa a quem eu quero um bem enorme.
Não foi nada grave. Chegou a ser até infantil, mas como me chocou!
Uma expressão ingênua até, mas de um significado monstruoso, no contexto.
Por mais que a gente seja avisado pra tomar cuidado com as palavras, insiste em não pensar para falar.
A gente tem o mau hábito de falar sem avaliar as conseqüências.
Fico pensando, em quanto mal eu distribuo, por falar a primeira coisa que me vem à "boca", sem antes atentar ao que está na "cabeça", ou seja, o que exatamente eu quero dizer com a frase que digo e a entonação que eu uso.
Claro, que há momentos em que não se tem tempo para pensar, mas se a gente observar e ouvir mais, antes de sair metralhando o que pensa, pode evitar muitos desencontros...
Com a idade avançando, a tendência é a gente pensar mais antes de falar, mas ainda estou no primeiro estágio desse processo, tenho muito a aprender...
Espero tirar boas lições do que me surpreendeu ontem, pelo conteúdo e forma...
Tenho um amigo, que sempre alertou, que o mal que estamos pensando sobre alguém, pode ser o mesmo ponto de vista do outro sobre nós. Explico:
Quando a gente dá uma oportunidade a uma pessoa e essa pessoa nos apunhala pelas costas, pode ser exatamente porque essa pessoa esteja sentindo a mesma coisa - isto é, que ela esteja se sentindo igualmente apunhalada por nós.
Quando alguém diz que a gente é de um determinado jeito - por exemplo: "Fulano é muito mesquinho", pode ser que o "Fulano", tenha a mesma avaliação sobre a gente que está dizendo isso de "Fulano".
Fui clara? Acho que não, né? Risos...
De qualquer modo, o que importa é que a gente pense mais, observe mais o em torno e ouça mais, antes de abrir a boca e despejar sobre o outro, aquilo que realmente pensa.
Pensar sem agir, pode ser uma forma de inércia apática, mas agir sem pensar, pode ser desastroso!

Bom dia!!!