terça-feira, 18 de outubro de 2011

Errante

Caminho a esmo, pelos caminhos que você sopesou.
Procuro nas flores, nas cores, o amor que você pintou em branco e preto, onde os carinhos trocados, ficaram perdidos e sem sentido.
O seu colo, o seu abraço, agora não me amparam, mas ainda sinto o gosto do seu gosto, com desesperada saudade do que jamais terá a mesma magia...
O seu sorriso, esmoreceu na minha lembrança, mas não o som da sua voz.
O seu toque, não posso mais esperar, mas ainda sinto a pressão dos seus dedos entre os meus, na hora do amor.
As confidências que fizemos, não fazem mais sentido aos meus ouvidos, e não sei se você sequer prestou atenção nos meus segredos.
Éramos cúmplices, ou antes, eu era a sua cúmplice, mas você, nunca se comprometeu o bastante. Ironia, porque tudo o que pretendia em mim, era o meu consentimento.
Como a rocha, que recebe toda a força do mar, eu ficava ali, esperando que viesse contra mim, para me envolver e tomar, sem que eu pudesse me esquivar!
Nossas carícias, únicas que eram em cada encontro, se perderam sem sentido, inerte nos lençóis que testemunharam tanto amor...
O que você fez de nós? Por que desistiu tão fácil? 
Como pode, não lutar por nós?
Segue agora errante, buscando entre outros, o meu sorriso, vagando entre braços e regaços que não têm o meu cheiro, que não podem o que eu podia...
Busca em cada olhar, o meu olhar que refletia o brilho do seu, mas encontra só a ausência da luz, porque sem o meu amor, no que você se transformou?
Andarilho, perdido, solitário...
Eu em você, era a vida. Você em mim, era a fome.
Hoje, somos nada, porque aliás, não somos mais!


Boa noite!


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Guardados

Se você não me tem no seu coração, natural que não me tenha nas suas lembranças.
Leva com você, os grilhões que me atrelam a sua existência, pois de nada lhe servirão, quando é só o amor que tem esse condão.
Desarrumou a minha vida, com que verdade, se o que fala, não se pode escrever?
Qual propósito lhe conduz, se não pode sustentar meus sentimentos?
Guarda o que puder desse tempo, pois outro não virá.
Sinto a sua ausência, mas não o bastante para desistir de mim e dos meus sonhos.
Posso esperar que se vá, quando penso que aqui, você nunca esteve.
Vislumbro outro inverno, mas também posso antever outra primavera, outro verão e outro outono...
O ciclo da vida, continua, ainda que você não possa participar dela em mim.
Lutei, com todas as minhas forças, para me fazer presente, entre suas quinquilharias, mas a insignificância não me cabe. Sou mais que isso!
Agora, me compete juntar os cacos, computar os prejuízos causados pelo tempo perdido e retomar a caminhada.
Cada passo que dou no sentido oposto a você, me liberta das angústias que me eram impostas pela espera interminável, por um gesto seu.
Não quero mais essa vontade, que me reduzia a algo que não sou. Não posso mais essa inércia, que me propunha sem razão.
Vai agora, enquanto tenho sanidade para vê-lo sair.
Enlouquecer, não está nos meus planos!
Dispõe dos meus erros, porque dos meus acertos disponho eu.
Volta pra solidão a que está acostumado, pois foi nela que construiu o seu castelo.
Eu volto para o meu mundo seguro, distante do seu alcance, pois nele, você não pode interferir.
Não guardo mágoa, nem rancor por nenhum mal que me tenha feito, pois com eles cresci e me tornei ainda melhor.
Quem sabe, o destino não me tenha um amor maior, que seja capaz de me envolver e tomar como eu preciso, pois você não tem essa capacidade.
Está acostumado aos descasos da vida, eu não. 
Preciso da estrada firme sob meus pés, enquanto você, areia movediça, não me sustenta ou guarda na segurança da consideração.
E, por falar nisso, você já considerou alguém na sua vida, que não a si mesmo? Duvido!
Se é das lembranças que você se alimenta, então, pelo menos, serei por algum tempo, fonte de vida, porque certamente, mesmo esquecida, em algum momento você vai lembrar...
Pode ser tarde pra nós, mas nunca será tarde para o amor.
Espero que você aprenda a amar. Se permita a generosidade desse sentimento que por mais que o negue, ainda é maior que você.
Não pretendo sofrer mais que o necessário para me recompor, mas estimo que a sua dor, lhe queime e torture, como ferro em brasa, toda vez que olhar na minha direção e, ai sim, lembrar que um dia, me teve em seus braços, que hoje não me abraçam mais.
Desejo a liberdade agora, como desejei a prisão dos seus beijos, mas não guardo no meu corpo, a vontade do seu, que nunca me pertenceu.
Aprendi que só posso ter o que me tem. Entendi, que não tive você, porque você nunca me quis.
Leva com você as minhas esperas, pois não posso viver delas. Eu fui a sua última chance de felicidade e isto, é meu maior consolo.
Depois de mim, outras virão. Nenhuma terá a minha boca. Nenhuma terá o meu olhar. Ninguém lhe dará maior amor...
Então, você que hoje esquece, vai lembrar e sentir saudade, mas será tarde demais...
Pode sair agora, e não se dê o trabalho de olhar pra trás, até porque, estarei à frente, porque já parti.
A mim, você não pode mais guardar no esquecimento, pois doravante, só me terá na lembrança. Essa mesma lembrança que hoje lhe faz esquecer, será o seu maior tormento, porque sem mim, a sua vida se apagará, porque eu sou a sua luz!

Bom dia!

domingo, 9 de outubro de 2011

Medo

Fiquei pensando, em quanto o medo nos impede de fazer o que temos de fazer! 
Ele, o medo, nos move em situação de risco, mas nos paraliza, em momentos em que devemos tomar atitudes.
Sentir medo, normalmente, é algo que nos protege, evitando que a gente se exponha, em condições extremadas, como por exemplo num assalto, em que a gente não deve reagir, para não acabar sendo morta pelo assaltante, que não tem nada a perder.
Mas o mesmo medo, nos impede de mudar de vida, jogar tudo para o alto e seguir em frente!
O medo, transforma e limita as pessoas. Condiciona animais, e impede que a criança dê seus primeiros passos...
O medo de não passar nos exames finais, por exemplo, leva o aluno ao famoso "branco", que o faz esquecer tudo o que sabe, na hora da prova.
E, o mesmo medo, faz com que a gente continue num emprego, infeliz e sem perspectiva de prosperar, porque nos lembra que lá fora, o desemprego é cruel!
Enquanto o medo nos limita, cerceando nossos vôos mais ousados, também nos faz acordar todos os dias e fazer sempre tudo igual, para não nos perdermos de nós mesmos...
Ah, como é poderoso esse senhor!!! 
Curiosamente, numa caverna escura, gélida, cheia de morcegos, é o medo que nos faz sair disparados para a luz, porque se ficarmos ali, podemos ser atacados.
Também é irônico, porque o mesmo sentimento, é contraditório, nos fazendo pensar duas, até dez vezes, antes de fazermos ou falarmos alguma coisa e, ao mesmo tempo, é por medo, que a gente grita com toda a força dos nossos pulmões, quando nos sentimos em perigo.
Falar do medo, é algo fácil, porque todos conhecemos essa sensação, mas como é tipicamente inerente a sua condição, torna-se difícil falar desse mesmo sentimento, porque o medo é personalíssimo.
Por medo, uma pessoa pode reagir a um assalto e, se dar bem, ou morrer e, pelo mesmo medo, uma pessoa pode não fazer absolutamente nada, enquanto outra é espancada até a morte...
Vai entender?
O medo de perder, me impede de investir;
O medo de me tornar apática, me faz investir e continuar lutando;
O medo, move o mundo, gera guerras, promove a paz!
O medo, me faz levantar à noite, olhar toda a casa, para ver se está tudo em ordem, enquanto ele mesmo, me faz ficar quietinha, sem respirar, se ouço algum barulho estranho durante à noite, mesmo sabendo que a casa tem cerca elétrica e alarme.
O medo, é mesmo algo que faz com que a gente se dê conta, que nada somos, mas quando nos revestimos de coragem e vencemos o medo, podemos tudo e nos tornamos heróis de nós mesmos!
Curioso, como o contrário do medo, a coragem, nos fortalece, mas é ai, que vem a ironia, porque sem o medo, jamais conheceríamos a coragem e sem esta, ainda assim, o medo continua a existir, sólido, porque toda a humanidade conhece esse sentimento.
Medo, pra que te quero? Não quero! 
Mas tenho escolha? Quem dera!!!

Boa noite e ótima semana!
 

domingo, 2 de outubro de 2011

Aprendizado

Aprendi com os humanos, que traição machuca quase fisicamente; que meus interesses vêm sempre em primeiro lugar, mas em segundo lugar vêm meus interesses e, em terceiro lugar, vêm os meus interesses.
Com a humanidade, aprendi que amar requer esforço, investimento e estratégia; que a exteriorização dos meus sentimentos, deve ser uma constante, porque, tanto ele deve ouvir que eu o amo, para ter certeza, quanto eu preciso ouvir o que digo, o tempo todo, para não me esquecer, e me convencer que é mesmo amor, o que eu sinto.
Com os homens, aprendi que o medo pode me impedir de voar, e acreditar nos meus sonhos; que sonho é algo que não cabe na vida de quem tem objetivos.
Aprendi com a minha espécie, que perdão, é algo que tem preço e depende do quanto eu possa ser arrogante, orgulhosa e prepotente; além do que, perdoar me impede o desejo de vingança e me tira o prazer de ver o outro "comer na minha mão".
Também me foi ensinado, que alegria e felicidade são sinônimos de vestir roupas de grife, andar de carrão, ter casa na praia e ter cartão de crédito sem limite; mas sem dúvida, também aprendi que se eu não der tudo isso ao meu filho, o estarei condenando a viver com vergonha de si mesmo, por ter uma mãe fracassada.
Agora, com meus cachorros, aprendi que jamais seriam capazes de me trair e com alegria e generosidade, dariam suas pequenas vidas em troca da minha, sem ao menos pensar no que isso implicaria.
O único interesse deles, é demonstrar o amor que têm por mim, sempre. A qualquer tempo!
Se eu esquecer de trocar a água, ou de colocar a ração, seu amor por mim não sofrerá nem um arranhão e mesmo com fome e sede, ainda assim eles encontrarão forças para abanar o rabo quando me virem!
Amar para eles, é vital! Eu disse "amar" e não "ser amado"! 
Meus cachorros (Herbie, Lorde, Stwart, Leide e Teobaldo - que infelizmente já se foram, Anastácia, Belizária e Claudionor), e os lá de casa (Agatha, Herman, Átila, Ted, Tayson, Sheik, Simba, Shakira - que também não estão mais com a gente, Bruce e Nonami, e mais outros que estiveram menos tempo entre nós), sempre precisaram de um único incentivo: poder amar. Ter o direito de amar!
Eles não podem nos dizer o quanto nos amam, mas exteriorizam isso o tempo todo, com afagos, e manifestações, cujo único objetivo é demonstrar que nos amam, mesmo que a gente nem esteja prestando atenção. Não precisam saber se estamos entendendo o que estão demonstrando, porque não são inseguros do seu amor! Eles sabem que nos amam e isto basta!
Eles não têm medo de ser o que são. Não têm medo do que não podem ser. Não temem a rejeição, porque dela, não depende a intensidade do amor deles por nós humanos!
Seus objetivos, são no máximo um passeio no jardim, ou um ossinho pra enterrar na grama, mas se morarem em apartamentos, seus sonhos mais ousados, podem ser olhar a rua lá em baixo, da sacada da sala.
Perdoar para os cães, é algo tão absurdo, que eles nem cogitam a possibilidade de ter que fazer isso, pois mesmo quando não lhes damos a atenção que merecem, ainda assim, são felizes por terem alguém para amar!
Quando "comem na minha mão", sentem apenas que sou digna do amor que têm por mim!
Felicidade e alegria, para os meus cachorros, Anastácia, Belizária e Claudionor, são o prazer da minha chegada. 
Eles vêm me receber, abanando os rabos e fazem festa para as minhas visitas, porque desse modo, constatam que têm mais gente para se doar, ainda que por algumas horas! 
Para eles, estar comigo é tão importante e precioso, que precisam demonstrar aos que se aproximam de mim, que são capazes de amá-los também, em minha homenagem!
E, se por algum motivo, precisam ser afastados, não se envergonham disso, pois para eles, isso não tem nada a ver com a minha capacidade de conquistar coisa alguma, mas entendem que naquele momento, estou impedida de lhes permitir que demonstrem o seu amor e o seu afeto por mim!
O cão, mesmo quando agredido, volta e lhe abana o rabo, demonstrando afeto e carinho, porque é da sua natureza o amor incondicional. Ele é amor.
O homem, quando contrariado, não pode perdoar, porque verdadeiramente, aprendeu que amar é uma troca e, se nos decepcionamos com o outro, é porque não aprendemos amar incondicionalmente.
Quanto tempo ainda, a humanidade vai precisar para aprender, que a culpa é um sentimento gerado a partir da insatisfação pessoal, porque nossos objetivos são materialistas, enquanto nos deveria bastar a forma mais pura de amor, para que todos os problemas fossem resolvidos?
Deveríamos observar mais de perto o comportamento dos animais, que nos amam até quando os rejeitamos e nos impacientamos com eles, posto que suas expectativas, não vão além de poder demonstrar o afeto que nutrem por nós, sempre!

Boa tarde!



domingo, 25 de setembro de 2011

Gestos

Pequenos gestos, têm o condão de nos deixar zonzos de felicidade, ou nos deixar mortalmente feridos!
Os homens sensíveis, são capazes de gestos simples, às vezes, sem ter a menor idéia da preciosa jóia com que presenteiam suas parceiras, enquanto os homens insensíveis, igualmente, não se dão conta, da poderosa arma mortal, que têm nas mãos!
Certa vez, há muitos anos, tive uma dessas brigas bobas, com o então meu namorado, ocasião em que ele acabou falando algumas coisas que não devia ter dito, porque primeiro, eu não merecia e depois, ele não tinha razão e estava sendo indelicado, mas sem chegar a ser agressivo. Apenas falou demais e, quando o deixei na porta da sua casa, para ir para à faculdade, estava um tanto contrariada, pela briga e por ele ter me dito o que disse. 
Lembro que não foi nada sério e, até o motivo da briga, eu esqueci, mas jamais esquecerei, quando cheguei em casa, e me deparei, na porta, fixada com fita adesiva, uma rosa (dessas roubadas), com a frase: 
"Me perdoa por ter sido tão cruel!"
Há muito, a rosa deixou de existir, mas a delicadeza, a sutileza, persistirão nas minhas lembranças, por toda a minha vida!
Aliás, esse mesmo namorado, foi muito especial, porque tinha esses cuidados tão delicados, como quando, certo dia, ele me ligou para combinarmos o que faríamos no dia seguinte e eu comentei que não sabia se conseguiria fazer alguma coisa, porque estava com cólica menstrual.
No dia seguinte, lá pelas 7 horas da manhã, acordei com o perfume e a suavidade das pétalas de rosas roçando o meu rosto, e o sorriso mais lindo que ele podia me dar, quando me disse: 
"Não tenho como sentir a sua dor, mas posso emprestar o meu corpo, para aquecer o seu e com isso, procurar pelo menos ajudá-la a suportar a dor, com o meu carinho e o meu amor, porque já é tão difícil ser mulher, e ainda ter cólicas? Você quer que eu fique aqui com você?"
De antemão aviso que este homem existe, mas não está disponível, é claro! Risos...
O contrário, também existe, infelizmente em maior profusão: 
No outro dia, meu atual namorado, foi surpreendido por mim, num local diferente do que me havia dito que estaria. Quando o chamei para dizer que ele não precisava ter esse tipo de postura, porque era livre para ir para onde quisesse, quando lhe provesse, ele ficou tão confuso por me ver ali, onde não previa, que em vez de vir a mim para conversarmos, me deu as costas e seguiu seu caminho.
Sua indiferença quase custou o nosso relacionamento, porque não sou mulher de ser tratada com indiferença!
Claro que ele se desculpou, porque não teve a intenção de me ignorar, mas só "fugiu", porque não sabia o que fazer ou o que me dizer naquele momento, pois tinha sido surpreendido. 
Já está tudo bem entre nós, mas com certeza, este foi um gesto, entre os quais, eu costumo dizer que têm o poder de nos aniquilar, nos jogar pra baixo de forma quase irrecuperável!
Um homem gentil e sensível, trata a sua companheira com deferência e respeito.
Uma mulher que se valoriza, retribui essa deferência e esse respeito, acrescentando ainda, generosa pitada de carinho.
Um homem grosseiro e desrespeitoso, trata a sua namorada, esposa, com indiferença e apatia.
Uma mulher que não tem amor próprio, aceita esse tratamento, como se fosse natural ser mal tratada e desrespeitada.
Penso que é dever de quem se valoriza, cuidar do outro exatamente como quer ser cuidado, seja homem ou mulher, porque, como diz a propaganda do cartão de crédito: ... certas coisas na vida, não têm preço!

Tenham uma ótima semana!

Boa noite!

domingo, 18 de setembro de 2011

Mulher

No outro dia, a Ana, uma amiga, me disse, que veio visitar este blog, para encontrar aqui, algo que lhe levantasse o astral.
Então, atendendo a pedidos (risos...), especialmente para as minhas amigas queridas, mas também, para todas as mulheres que visitam este Blogger, sem contudo impedir que os homens leiam e aproveitem, vamos falar um pouco sobre nós, mulheres!
Já dizia Rita Lee, que a gente é bicho esquisito e, como tal, homens tentam há séculos, nos entender e decifrar nossos sentimentos, mas suas queixas constantes, são no sentido de não conseguir nos entender.
E quem disse que mulher é pra ser entendida? Somos para sermos amadas incondicionalmente!!!
Mulher tem o condão de fazer muitas coisas ao mesmo tempo: a gente consegue levantar pela manhã, colocar a mesa para o café, acordar a família, com aquele cheirinho bom de pão quente, levar os filhos para a escola, passar no tintureiro, ou sapateiro, chegar pontualmente ao trabalho, efetuar os pagamentos das despesas da casa e no final do expediente, passar no supermercado, já com o jantar em mente, buscar os filhos na escola, verificar se fizeram os deveres, ler um bom livro, fazer as unhas, depilação e escova nos cabelos, e ainda à noite, fazer amor com performance de atriz de cinema, para que nosso homem se sinta único e especial! Uffaaa!!!
Um dia como o descrito acima, esgotaria qualquer cidadão, mas não exaure uma mulher!
Mulher nasceu para gerar e criar filhos, sendo para tanto, dotada de uma capacidade de doação e suportar a dor, como ninguém!
Mulher, ainda que tida como o "sexo frágil", de frágil, realmente não tem nada!
Uma mulher que se atira na vida, encara de frente os problemas, encontra forças para contorná-los, umas de forma habilidosa, outras frontalmente, só pode ser considerada estrategista nata!
Mas mulher, é assim mesmo! Consegue chorar vendo um filme romântico, pela enésima vez, mas ao mesmo tempo, consegue ralhar com o filho que quebrou a janela do vizinho, sem pestanejar! 
Mulher de verdade, não joga seu homem pra baixo! Mulher de verdade, o puxa pela mão, empurra pra cima!
Mulher como deve ser, não se preocupa com peitos e bundas, mas com as dificuldades que aquela amiga está enfrentando, com o relacionamento de anos que acabou...
Mulher, é feminina, mas não precisa ser covarde! Não usa a sua feminilidade, para se escorar em homem algum! Porém, se precisar que o companheiro lhe socorra, sabe como ninguém pedir socorro, sem nunca perder a dignidade!
Os valores da mulher, não estão relacionados só com as marcas das bolsas e sapatos (claro que isso também são pequenas vaidades que nos permitimos), mas os valores reais com os quais a mulher se preocupa, são os relacionados às questões da educação dos filhos, da moralidade do país e com os animais maltratados!
Mulher que se ama, não se permite ser sócia de ninguém na sua infelicidade! Vai à luta, destemida, de cabeça erguida, ainda que à noite, debaixo do chuveiro, se sinta a criatura mais abandonada do mundo, no dia seguinte, com o nascer do sol, lá está ela novamente, sorrindo, linda, radiante e poderosa, como se a noite tivesse passado nas nuvens!
Dê a uma mulher derrotada, um batom e um par de sapatos de saltos bem finos, que ela renasce das cinzas, como a fênix!
Mulheres, guerreiras, valentes, trabalhadoras, são só garotas... mas ainda assim, mulheres!

Boa noite!!!

 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Demonstração

Voltei dirigindo pela estrada, agora muito minha conhecida, com o sol me assistindo, enquanto refletia sua luz no mar, que desenhava o contorno da via.
Trazia o coração apaziguado, porque ainda negando o seu amor por mim, suas atitudes dizem o contrário.
Para se redimir, almoço em frente o mar, servido com simplicidade, mas regado a vinho e atenção exclusiva.
As suas histórias de vida, que me encantam e emocionam, sempre, ainda que recontadas, mas com a magia de algo novo acrescentado, como a foto do colégio e os ensinamentos do avô, que lhe dispensava amor incondicional.
Ele diz que não me ama, mas também me pergunta se eu acredito que me seja fiel. A fidelidade não é dedicada a mim, mas aos seus princípios e o seu olhar me escrutando, para ter certeza que eu acredito na sinceridade da resposta...
Diz que entre todas as mulheres que teve na vida, sou a única que alcancei média surpreendente em seu conceito exigente, e a única que o faz acordar durante a noite para dedicar seus pensamentos.
Nega seu amor, mas me confia seus segredos, os mais íntimos, os mais significativos e entrega aos meus cuidados seus tesouros mais preciosos, como o livro, o quadro, o documento, que podem até não ter valor comercial, mas representam suas conquistas.
Me pede para apontar a lua e não olhar para a ponta do dedo, mas à lua e que tem planos futuros p'ra nós.
Ele diz que não me ama, mas se isso não é amor, então como é que se constrói esse sentimento tão delicado, senão com gestos tão singelos e demonstrações tão relevantes, como a confiança, a cumplicidade, o entregar-se ao outro sem restrições?
Não nos beijamos sofregamente, não nos tocamos com o frenesi dos amantes apaixonados, não fizemos amor.
Apenas passamos algumas poucas horas, conversando e nos deliciando com a companhia um do outro, mas saí de lá, plena do amor que recebi.
Não queria que a estrada terminasse, porque nem o trânsito intenso, podia tirar de mim, a leveza que eu trazia na alma e, naquele momento, a certeza do seu amor não declarado, mas incontestavelmente demonstrado.
Todos deveriam se dar uma oportunidade tão mágica, doce e suave, de viver um amor assim, pelo menos uma vez na vida!

Boa noite!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sutileza

Existem certas coisas na vida, que realmente, não têm preço:
Quando ele me sorri, maroto, confessando que não foi capaz de recusar um convite, e mais uma vez, vai adiar aquela nossa noite especial...
Quando ele confessa que me ama, mas não toma a iniciativa de diminuir o rítimo de trabalho para ficar comigo...
Quando ele enche as mãos de chocolates (porque sabe que eu adoro) e coloca "furtivamente" na minha bolsa...
Quando ele finge que não se importa, mas confessa que perdeu o sono, à noite, pensando em mim...
Tem certas coisas na vida, que fazem a diferença!
Quando ele me surpreende, no domingo de manhã, telefonando, pra dizer que não pode almoçar comigo, só pra me ver irritada e depois, feito menino que fez arte, às gargalhadas, me pede para aparecer na janela e me deparar com ele, ali, materializado, em frente o meu portão...
Quando ele me pede para ter juízo, mesmo sabendo que eu não faço nada com que ele deva se preocupar...
Quando ele me liga no final do dia, só pra perguntar se eu estou bem e dizer que ele não está tão bem, porque não está comigo...
Ou quando eu reclamo a sua ausência, e ele esbraveja no telefone, dizendo que já me falou mil vezes, pra eu largar esse namorado que não me merece, enquanto ele vive implorando o meu amor...
É, algumas sutilezas, fazem a vida valer à pena, nem que seja por um minuto. Ele tem essa capacidade de fazer tudo leve, tudo mágico... 
Como o amor deve ser, ele é sutil!!!
Boa noite!!!
 

domingo, 28 de agosto de 2011

Amante

Estou farta da taça cheia de vinho, mas a boca vazia de beijo...
Não suporto mais sábado à noite, e meus lençóis brancos inodoros, sem as manchas do corpo dele...
Detesto acordar com o toque do telefone, em vez da sua mão buscando o meu corpo...
Não quero mais modificar projetos, desistir de sonhos, adiar desejos...
Substituir a alegria do seu sorriso, pelo contentamento de alguns minutos de encontros furtivos...
A vida segue vazia, enquanto o coração se enche de promessas que não serão cumpridas... as promessas nunca se cumprem!
O frio persiste, enquanto o calor dele não envolve o meu corpo e espero...
O tempo tem pressa, mas ele não sabe disso e pensa na eternidade.
Não posso perdoá-lo, se não viver intensamente a nossa história de amor, porque eu não acredito no futuro.
Que ele seja a fonte da minha inspiração, desde que se entregue em minhas mãos.
Que seus devaneios me pertençam e sua loucura só possa ser de amor por mim!
Que ao cair da noite, ele esteja em segurança ao meu lado. 
Que ao amanhecer, nosso beijo tenha gosto de café na cama e que o dia seja brilhante como nosso olhar, iluminado de felicidade plena.
Se o trabalho nos exigir, que seja para valorizar o regresso ao ninho.
Se sentir saudades, que seja da infância, do neto, do filho, mas jamais dele.
E felicidade, seja o barulho do chuveiro enquanto a cama desfeita não me lembre a sua ausência!

Bom dia!