sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Avaliação

Esse texto foi escrito no final de janeiro de 2013, mas na época, fiquei na dúvida se publicava ou não, para evitar minha exposição ou possível conclusão por parte do protagonista, razão pela qual, só agora eu publico.

Louca, eu? 
Incrível, como quando a gente pensa, faz escolhas, assume riscos e se atira na vida, de cabeça, as pessoas desconversam, não é com elas!
Tive um relacionamento de dois anos e pouco, com um homem bem mais velho, que era mentiroso contumaz e habitual, porque ele precisa mentir, para sobreviver, com tantas mulheres que ele envolve, enreda e engana.
Na minha terra, isso tem o nome de 'mau caráter', mas enfim, para ele, é um modo de vida!
O que o leva a uma vida de mentiras, são diversos fatores, mas a mim, não chegavam a incomodar, porque na verdade, eram tão infantis e imaturas, as suas mentiras, que eu acabava descobrindo a grande maioria delas, e isso, só contribuía para que eu fosse me desencantando a cada nova mentira.
Durante todo o tempo do relacionamento, em que ele me jurava amor exclusivo (como fazia com as outras), eu ia surpreendendo suas mentiras, suas desculpas esfarrapadas e, por algum motivo, ia perdoando, ia passando por cima... ficava na bronca básica, e mostrava que ele não tinha me enganado, e tocava o barco, mas sempre avisando a ele, que se me desrespeitasse, eu não reagiria com tanta benevolência.
Ele me desrespeitou a primeira vez, fazendo pouco da minha pessoa, num almoço, repleto de amigos dele, com jornalistas de todo lugar do mundo, e então, eu analisei o contexto, levei tudo na brincadeira e, chegando em casa, avisei que não deveria repetir o que tinha feito, porque corria o risco de eu revidar e teríamos um espetáculo, que hoje entendo, para sua cara de pau, não faria a menor diferença!
Me desrespeitou a segunda vez, na ceia de Natal, na presença de amigos meus, quando passou a noite, a desfiar meus defeitos e me criticar, em coisas que não tinham a menor importância, mas ainda assim, tentava me diminuir, aos olhos dos meus amigos e na minha casa!
Quando nos encontramos, alguns dias depois, porque entre o Natal e o Ano Novo, ele teve tantas reuniões (mentirosas), tantos compromissos com amigos (mulheres outras que ele enganava igualmente), que só nos vimos no dia 9 de janeiro, quando eu disse que não haveria a terceira vez e, quarenta minutos depois da nossa conversa, lá estava ele, fazendo a mesma coisa, na casa de amigos meus, como se eu não tivesse a menor importância, no seu conceito - e, claro que eu não tinha, senão, ele teria mudado sua postura e conduta.
Brigamos e ele saiu sozinho, o que me levou a pensar se eu precisava disso... quando cheguei em casa, mandei uma mensagem para ele e o deletei de todos os meus contatos virtuais e pessoais, pois dei o caso por encerrado e resolvido.
Para minha surpresa, dei de cara acidentalmente, com uma troca de correspondência entre ele e uma amiga minha, onde ele, que não é psiquiatra, nem psicólogo, portanto não tem competência para me avaliar, afirmava que eu era louca, mentirosa e que não me encontrava bem emocionalmente!
O que mais me deixou irritada, não foi a sua opinião sobre mim, porque não dou importância ao que não tem importância, mas ao fato da minha amiga, concordar com ele (segundo ela, para não esticar o assunto), quando tanto quanto eu, ela sabe que eu não minto e o mentiroso é ele e, que de louca, eu não tenho nada, exceto o fato de ter dado a esse homem, dois anos da minha vida, investindo num relacionamento que ele não fez a menor questão de cultivar e respeitar.
Se olho agora para o fato, é que isso tem me incomodado, de algum modo, porque realmente, eu fui louca! Louca por me doar tanto! Louca, por ter tido tanta paciência! Louca, por ter investido em alguém que não me merece!
Quanto a ser mentirosa, isso chega a ser hilário, vindo de um mentiroso patológico, porque ele mente por tudo e para todos, e, tentando mais uma vez me desacreditar, porque é disso que vivem os mentirosos, fazer com que as pessoas a sua volta percam a credibilidade, aos olhos de sua platéia, com o fito de se sobrepor e fazer com que seus ouvintes acreditem no mentiroso e não em quem fala a verdade, que não chegou sequer a me deixar com raiva, porque ele e eu sabemos, que o mentiroso é ele!
Na condição de não estar bem emocionalmente, devo admitir, ele estava certo, pois o meu convívio com ele, me adoeceu, tanto que me entorpeceu, a ponto de eu permitir que chegasse tão longe!
Então, agora, estou curada de todos os males! Terminei esse relacionamento mentiroso, com esse homem doente, que me deixava louca... 

Bom dia!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Trajetória

E dormindo eu sonhei.
Sonhei que caminhava pela praia, enquanto o sol me perseguia. Sob os meus pés, a areia úmida e eu não plantava nada, mas ainda assim, colhia o que encontrava pelo caminho.
Não sabia exatamente porque estava fazendo aquilo, mas não podia parar.
Colhia folhas secas trazidas pelo vento, conchas, pedrinhas e até tampinhas de garrafas. Nada era bastante bom, mas era o que eu tinha para colher.
Quando acordei, senti que tinha perdido muito de mim mesma por aquele caminho. 
Envelheci.
O tempo não foi muito generoso, porque me senti judiada, mal tratada... ingrato o tempo!
Não posso me sentir plena, quando o vazio é maior que eu. Não posso perseverar na caminhada árida, quando o solo me rejeita e quando me vejo nessas cercanias, sei que fiz o meu melhor, mas de nada valeu, pois não colhi os frutos que pensava serem bons.
Reflito sobre o sonho e sei que não foi bom, porque faltaram elementos que talvez estivessem lá, mas não podiam ser vistos por mim e só pude colher o que a natureza me permitia, isto é, só pedrinhas, folhas secas, tampinhas de garrafas e algumas conchinhas quebradas...
Esse é o meu legado.  
Não tenho do que reclamar, porque pelo menos eu fiz a caminhada, mesmo que a trajetória não fosse a melhor. 
Assim, prefiro seguir no meu silêncio para não confundir aqueles que por ventura tenham sonhos melhores que os meus.

Boa tarde!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sexo

Eu gosto de sexo.
Mas não sexo, pelo sexo. 
Gosto do ato de amar, com a cumplicidade que nasce da intimidade, da confiança, onde o corpo responde aos cheiros, à textura da pele, ao calor dos corpos que se transformam ao se unirem...
Gosto dos beijos molhados, do toque experiente de quem conhece meu corpo, exatamente porque conhece minha alma.
Para mim, sexo, tem que ser intenso e sem dimensões, o que só consigo, se estiver envolvida, me sentir segura e tranqüila, nos braços de quem me possui, não o corpo, mas a mente, o meu ser, como um todo.
Tive relacionamentos maravilhosos, com homens que me envolveram e se entregaram, como eu a eles, mas também, me entreguei a homens que não faziam a menor diferença, entre estar ou não na minha cama... tudo foi aprendizado.
Hoje, madura, constatei que não vale à pena, a menos que seja com envolvimento verdadeiro. Tem sim, que existir cumplicidade; tem que ter respeito por mim; Temos que construir confiança mútua; Tem que haver um sentimento maior entre eu e ele.
Verdadeiramente, não me interessam homens que estão preocupados com o que eu como, se vou engordar ou ficar magra, se vou ter bum-bum e peitos de virgem, porque o tempo, não perdoa! A gravidade, derruba tudo o que vê pela frente e com meus peitos e minha bunda, não é diferente! Estão descendo morro abaixo!
O mais interessante, é que também os homens envelhecem, ficam murchos, carecas, flácidos, ou barrigudos, mas não admitem, que o tempo lhes causem esses danos, porque seus espelhos, nunca lhes refletem a realidade; Continuam se enxergando como garotões malhadinhos, musculosos e com tudo em cima.
Não vou me condenar a passar a vida, com uma folha de alface e um copo d'água, quando me falta tão pouco tempo de saúde, que me permita, comer chocolate, tomar um bom vinho, apreciar um bom prato de massa...
Me recuso a viver escravizada pelo conceito equivocado das pessoas, em geral, que não se dão conta, que existe coisa muito pior que barriga, rugas e pelancas (no caso das magras), que é o câncer, a aids, o pânico, a pressão alta, a falta de amor próprio, o preconceito, o racismo, a falta de respeito, a violência doméstica...
A tudo isso, somando a aposentadoria (na maioria das vezes mingüada) e as doenças provenientes da idade, que chega para todos, eu gosto de sexo, mas já tive o suficiente nesta vida, para me conformar, se a terceira idade chegar, e eu não tiver ao meu lado, um companheiro que queira viver a vida intensamente, para fazermos sexo sim, com muito amor, não pelo meu corpo, que a terra há de comer (se bem, que devo ser cremada, depois de doar tudo o que ainda servir), mas amor, pelo meu ser, como um todo. 
Esse amor deve transcender!
Quero um amor, para fazer sexo, por amor, pelo resto das nossas vidas, mas só se for com alguém capaz de me amar por inteiro, com minhas qualidades e meus defeitos e não que me ame só pelo corpinho de vinte anos, que há trinta e seis, não tenho mais! 
Não quero me sentir tiranizada, pelo temor de não ser mais amada, quando olhar no espelho e vir que surgiu mais um fio de cabelo branco, ou que meu rosto ganhou mais uma ruga, e menos ainda, ao vestir o vestido que ele me deu só há dois meses, e deixou de servir...
Quero um amor essencial, que me complete e a quem devo completar, mas não pelas formas dos nossos corpos, que a idade há de implicar em decadência, mas pelos conteúdos dos nossos corações, nossas almas, refletidas uma na outra, pela parceria, pela decência, pela doação que haveremos de ser capazes, um para o outro.
Eu gosto sexo, mas gosto mais de mim!!!

Boa tarde!       
   

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Finalidade

Ele subiu no muro, para ver quem era a dona daquele sotaque paulista de voz macia.
Ela olhou para cima e viu o par de olhos azuis, mais lindos que já tinha visto.
Esse foi o início de tudo!
Ele, tinha dezesseis anos; Ela quatorze.
Ele era mineiro, ela paulista.
Duas crianças, mas já com histórias de vida, ainda que diferentes, ambos conheciam pobreza, falta de oportunidades, sacrifícios, mas enfrentavam tudo com a leveza da ingenuidade, até porque, seus sonhos, nunca eram maiores que os passos que podiam dar.
O bolo de 15 anos dela, foi ele quem fez e lhe deu de presente, um anel de prata, com o "N" do seu nome gravado.
Quando foi embora, o pai dela proibiu o namoro, mas quatro anos mais tarde, se reencontraram.
Sonharam juntos, investiram juntos, acreditaram juntos.
Superaram juntos, todas as dificuldades e tiveram três filhos, na verdade, quatro, porque adotaram mais um.
Essa poderia ser uma boa história de amor, para ser contada como um conto de fadas, mas foi real; Real demais, para terminar com o final feliz... 
O sotaque paulista que tanto chamou a atenção dele e o encantou, lhe acompanhou por 64 anos...
Os olhos azuis mais lindos do mundo, velaram por ela, já lacrimejantes, até o último minuto...
Houve sofrimento em não raras situações, mas houve também muitas alegrias e momentos inesquecíveis...
O amor dela, por ele, era incondicional. O amor dele por ela, cuidava, assistia, provia, acolhia, compreendia, protegia...
Quando ela se foi, ele se sentiu abandonado, traído, porque ela era mais forte e poderia passar por isso. Ele não!
Mais tarde, ele também partiu, mas não soube se ela estaria esperando por ele...
Hoje, os filhos estão à deriva, porque era o amor deles que os guiava.
O amor que os manteve ligados por toda uma vida, também os manteve separados no fim da vida. Por pouco tempo, mas teve o peso da eternidade.

Bom dia!        

sábado, 13 de outubro de 2012

Mortalha

Fiz tudo o que estava ao meu alcance. Tenho certeza!
Não basta amar, mas há que saber cultivar e manter vivo o amor.
A mortalha, me cai bem... até porque, o fim de tudo está encerrado nela.
Não vou desistir de mim, mas já desisti de nós. Simplesmente, por falta de irrigação, manutenção, cultivo.
Você, não merece minhas lágrimas, que há muito deixei de derramar.
Eu, não preciso me expor, o que também deixei de fazer a bom tempo.
De nós, o que restou? Nada, não é mesmo? Nem cinzas, para como a fênix, poder renascer...
Então, pra que insistir na manutenção de algo que não fez bem a ninguém?
Corrigindo: por que insistir em algo que só fez bem a você, sendo que fiquei no prejuízo do tempo perdido e do amor que lhe dediquei, sem a menor retribuição?
Ah, te amei muito! E como! Pra que?
Seu egoísmo, tornou meus dias mais densos, nebulosos...
Sua falta de zelo e dedicação, fizeram de mim, alguém sem motivação e sem foco, porque você era uma cortina de fumaça, que insistia em me mostrar a lua, quando na verdade, nem a ponta do dedo era real!
E, como sempre, sigo o meu funeral de sonhos... mais sonhos morridos, mais esperanças finadas...
Sou forte, bem plantada, então, quem vai chorar nesse enterro, será você, porque em mim, a mortalha cai bem.
A morte é o renascer das forças, das perspectivas, dos sonhos, o que a faz bem vinda neste momento.
Morra de vez em mim, para que eu siga em frente e, como você tem se mostrado especialista em matar o afeto das pessoas por você, não terá nenhuma dificuldade em terminar o que começou.
Vá em frente!
Mate este amor moribundo, para que eu renasça revigorada das mágoas e ressentimentos causados por todas as decepções que me deu.
A mim, uma vez findado este velório dos sentimentos verdadeiros que lhe dispensei, restará a sobriedade dos loucos capazes de amar incondiscionalmente, o que você não pode sequer imaginar a grandeza e maravilha que é ter essa capacidade, porque nem a si mesmo é capaz de amar!
E por que afirmo que não é capaz de amar a si mesmo? Olhe-se no espelho e responda com honestidade, se você ao menos cuida de si mesmo, da sua aparência, da sua saúde e verá, quanta falta de amor habita em você...
Pensando assim, acho até que a mortalha, fica melhor em você do que em mim! Risos...
Então, não se dê o trabalho de morrer por mim, porque nem por você eu morreria agora!

Boa tarde!

domingo, 23 de setembro de 2012

Refazendo

Reescrevendo caminhos já antes sopisados, reencontro vidas que então não tinha valorizado.
Refaço os bons e maus passos, mas agora, vejo a mesma paisagem com outros olhos, como se ela tivesse mudado a roupagem e não eu o ponto de vista.
Busco leveza nas pedras que emolduram o caminho, mas seu encanto consiste na sua força, no seu peso contra a natureza; A minha natureza.
A trilha agora escolhida, me parece mais íngrime, mais árida, mas ainda assim, resguarda o dourado de um sol antes desconhecido por mim. Ou seria esquecido?
Os sonhos já realizados, deixaram de ser sonhos. Não contam mais; não motivam.
Ontem, fui me buscar, me trouxe de volta!
Hoje, quero novas experiências, novos desafios. 
Eu quero: eu posso!
Descumpri todas as promessas, e não posso empenhar mais nada. Melhor assim, porque só posso contar comigo.
Desfiz todos os projetos: Começo de novo.
Novos rumos me atraem, até porque, preciso experimentar outros sabores e escolher o que melhor agrada meu paladar, que hoje é diferente. 
Sou agora, mais seletiva nas escolhas, ainda que por isso, eu pague mais caro. Estou na era da qualidade. Quantidade, não abastece minha busca.
Não devo temer os novos caminhos, afinal, são velhos conhecidos, com paisagens revistas, e eu vou refazendo as trilhas e reconstruindo a minha história, como deve ser e como sempre foi...

Boa tarde! 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Interessada

Seu jeito de me amar é único e muito estranho:
A sua ousadia, em dizer que jamais vai anunciar ao mundo, que é meu namorado e em seguida, dizer que me ama com exclusividade, é inusitado, até porque, realmente, nunca vi ninguém agir como você.
A importância que você dá, ao que não faz a menor diferença, é o que faz tudo se tornar especial e ao mesmo tempo, faz com que eu me retire da cena, com cara de criança boba, porque ninguém consegue não ser ingênuo ao seu lado!
Você se torna um gigante, quando quer convencer, e qual criança, não olharia para um gigante, com admiração e veneração?
Ora, o que me importa, se você nunca levou ninguém antes de mim, aquele restaurante? O que me importa, o que você fez na vida, antes de mim?
Sinceramente? Nada!
A mim, o que importa, é o que você faz hoje por mim e para mim. O que tem valor, é o que eu represento na sua vida, hoje! 
Dou mais importância ao fato de você admitir, enquanto a gente estava conversando (brigando, na verdade), e olhando para aquele mar calmo e lindo, ao pôr do sol, que precisa de mim, do que qualquer outra coisa neste mundo. Isso conta!
Se você é pobre e sonhador, me interessa!
Se você é feliz ao meu lado, se gosta da minha companhia, se me quer por perto, me interessa!
Se você se sente melhor dividindo uma única taça de vinho comigo, a tomar o vinho mais caro ao lado de um grande amigo, isso é o que me importa!
Enfim, você me acusa de possessiva, quando na verdade, sou meramente, convicta de valores que não são os seus. O que você vê em mim, mas também o que eu vejo em você, me interessa, sob todos os aspectos.
Portanto, não duvide, se você não toma atitude, tomo eu e, caso não tenha percebido, já estou tomando atitude!
Enquanto você se diz constrangido, quando eu pago a conta do restaurante, eu me sinto lisongeada por fazê-lo, pois bem sei, que jamais você, orgulhoso como é, permitiu isso a mulher nenhuma na sua vida, mas eu não peço permissão. Apenas vou até o caixa e pago a conta. 
E não se sinta ofendido, por eu dizer isso aqui, porque o que importa, é o prazer que eu sinto, por fazer isso, para te mostrar que definitivamente, sempre será surpreendido por mim, através de pequenos gestos, ou grandes atitudes.
Sempre estarei atenta para não permitir que sua vida seja entediante ao meu lado.
Admita, eu sou diferente, e é isso que faz com que você simplesmente não saiba mais viver sem mim!
Então, meu amor, se me quer de verdade, decida-se logo e faça com que as coisas aconteçam!
Não sou mulher de assistir passivamente ao desfile! Eu gosto é de suar a camisa na avenida. E você já devia saber disso.
Amei estar naquele terraço hoje, porque realmente, o lugar é belíssimo, mas acima de tudo, o que me deixou maravilhada, foi estar ao seu lado, ouvir você dizer que precisa de mim, e, para isto, não precisa que estejamos em lugares mágicos, mas tão somente, que você esteja feliz ao meu lado, como me sinto feliz (feito criança), ao seu lado.
Aponte para a lua, mas não sonhe cavalgar no dragão de São Jorge, porque enquanto isso, já estive lá, domei o dragão e voltei, com a espada cravada no seu coração, para que seja só e por inteiro meu, para o resto da eternidade!
De outro modo, se não for por inteiro, não me interessa!

Boa noite!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Silêncio

Pelo seu silêncio, constato o quanto era grande e verdadeiro o seu amor.
Vejo com tristeza, que realmente, investi num amor que só existiu em mim...
Durante todo esse tempo, me deixei iludir pela perspectiva de apontar a lua e não olhar para a ponta do dedo.
Nem todos os anos de experiência, puderam evitar a dor que sinto agora. O ato de entrega, pressupõe retomada, mas não pensei que ia doer tanto.
Sinto-me traída, roubada do meu tempo, do quanto acreditei, do quanto ilusoriamente me senti segura.
Ainda assim, persisto na determinação de não mais buscar você. É você quem tem o poder de decidir e dar o primeiro passo e, se não o fez até então, é porque preferiu se manter ai, na vida infeliz que você dizia ter. 
Será que era tão infeliz assim, ou só mais uma mentira que você sustentava?
Vejo que você não é quem diz ser. Então, se não é quem pensei que fosse, mais uma vez, não foi real. Foi uma fantasia - e só minha, o que vivemos.
Sigo, também em silêncio, porque minha decisão é preciosa para eu poder respirar sem o peso de esperar por você.
Vou caminhando, trôpega, é verdade, porque aprendi andar ao seu lado, mas ainda assim, sabendo que é o melhor que eu posso.
Mesmo preocupada com a sua saúde, prefiro pensar que não sou médica e você já tem quem cuide de si, não precisa, portanto, de mim. 
E, quando pela manhã, o telefone não toca (nunca mais tocou), eu abro os olhos e penso que cada eu te amo que você me dizia, era tão árido, quanto o deserto e dele não brotou nenhma flor para que eu pudesse cuidar, dispensando desse modo, a minha existência na sua vida. 

Bom dia!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Partida

E desta vez, não precisa olhar pra trás, porque não estarei na janela para lhe acenar.
Fiz questão de fechar bem a porta, para não cair em tentação e lhe dar outra chance!
Até hoje, lutei por nós. Que tola!
Agora, se tudo o que me disse é verdade, então é a sua vez de lutar.
Não quero que me venha dizer o que já disse.
Não espere que eu lhe compreenda, pois não tenho mais essa disponibilidade!
Siga em frente, colhendo seus fracassos interiores, porque a vida sempre lhe deu o que você buscou.
Se é determinado, então, poderá vencer mais uma vez. Contudo, nós dois sabemos que tudo o que lhe falta, é determinação!
Persista nos seus erros e termine seus dias vazios, espanando a poeira da solidão, que faz questão de alardear que lhe faz bem.
De minha parte, sigo o meu caminho, desta vez, como de outras, sem lamentar o que passou.
Se consegui antes, consigo agora!
Poderá ser mais difícil, porque o tempo determina a densidade da dor, mas não será impossível, como não foi de outras vezes.
Conheço o processo. Portanto, sei o que vou enfrentar.
Qualquer dor, é melhor que a incerteza, então, vou em frente.
Ontem, tomei a última taça de vinho sozinha (a dois), porque as próximas, tomarei sozinha, mas na melhor companhia, que é a minha própria!
Hoje, começo o meu caminho sem esperar nada. Melhor que isso, só a paz interior.
Me desfaço de laços que me mantinham atrelada a uma fantasia que não me permitia enxergar o amanhã.
Ah... o amanhã...
Como é bom saber que ele só dependerá de mim...
Vai! Continua a sonhar com o seu mundo etéreo, enquanto eu lhe dava o palpável que nunca lhe fez enxergar o quanto a realidade pode ser maravilhosa.
Adormece sem perspectiva, que seus dias serão breves.
Sonha com o possível, enquanto o real se dissipa da sua estrada.
Afaste-se do meu coração, pois ainda que lhe pertença, não mais terá como entrar nele.
Não foi por falta de aviso.
Esta será nossa útlima despedida, e, por maior que seja a dor da partida, a mim, ela indica um novo rumo, uma nova possibilidade para a felicidade, ainda que só...

Bom dia!

domingo, 5 de agosto de 2012

Basta!

Há tempos venho lhe dizendo que é a última vez. 
Há tempos, venho lhe dando outra chance, mais uma e outra...
Um de nós, tem que ter atitude. Que seja eu, se você não é capaz!
Um homem que se diz ferido de guerra, certamente aprendeu a ter iniciativa, e, se você não tem competência para definir a nossa vida, então, está explicado porque se deixou ferir na guerra!
Não há nós dois. Houve algum dia?
Claro que não! 
Me permiti, todo esse tempo, ser enganada por você, que vai cozinhando em fogo brando, me mantendo cativa, na forma mais torpe, porque tem o meu consentimento.
Se não vamos mais ser nós, não vou ficar aqui, sofrendo por alguém que não me vale tanto. Aliás, não vale mesmo!
Bom caráter, determinação, disciplina, compromisso, respeito, são qualidades que passam à larga de você.
Estou ferida de guerra, mas de uma forma mais danosa, porque não se vê onde a bala de fuzil, que estava camuflado com flores, me atingiu mortalmente.
Parece uma brincadeira com as palavras, mas você deve estar entendendo perfeitamente do que eu falo, até porque, você nunca me deu flores!
Seus dias ao meu lado, lhe foram leves e minha presença coloria sua vida. 
Por certo! Você tinha em mim, a platéia e os aplausos que precisa para alimentar seu ego atormentado.
Meus dias ao seu lado, foram pesados, e deles, vou levar a certeza de ser a única responsável pela minha dor, pois a permiti.
Não me ligue mais. Não me procure. Basta!

Bom dia!