quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ajuda

Quando eu preciso que alguém me ajude, eu peço ajuda.
Quando alguém toma a iniciativa de me ajudar, normalmente, me frustra e acaba machucado por mim, porque dificilmente eu aceito a ajuda espontânea e explico:
Sob o meu ponto de vista, a ajuda espontânea, na maioria das vezes, serve para atender a necessidade de quem está se dispondo a ajudar e raramente, em atender às verdadeiras necessidades do ajudado.
Quando alguém me diz que fez determinada coisa por mim, sempre olho com muitas reservas a iniciativa, pois não incomum, ela vem com a perspectiva de troca, quer pela minha gratidão e endividamento eternos ("... é, mas tal dia, fiz tal coisa por você..."), quer por meu reconhecimento ("fulano é uma ótima pessoa, fez aquilo por mim, sem que eu tivesse pedido nada. Devo tudo o que tenho a ele!").
Seja como for, entendo que a ajuda deve ser disponibilizada: "estou às ordens para o que você precisar, desde que minha capacidade para lhe atender, assim o permita."
Claro, no momento uns quinhentos mil reais na minha conta bancária ajudaria muito e, se alguém se dispuser a me ajudar espontaneamente, será uma gratidão eterna, mas... (sempre tem um 'mas'), ainda assim, existe uma gama de pequenos favores, que podem parecer insignificantes, mas são de uma valia inestimável.
Se alguém me vê descer do carro com as mãos ocupadas, num dia de chuva, tentando abrir um guarda-chuva, vem em meu socorro, sem que eu peça ajuda, essa gentileza, não tem preço; Se ao colocar as compras do carrinho do supermercado, no porta-malas do carro, aquele menino vem em auxílio, para ajudar transferir as sacolas de um para outro compartimento, também não se pode negar a valia; Se ao deixar cair as chaves de casa no portão, o vizinho se prontifica a se abaixar para pegar o chaveiro, realmente, não existe forma de agradecimento proporcional ao gesto de cortesia; Se ao ver um idoso entrar no ônibus lotado e você lhe cede o assento, isso já nem é favor algum, é obrigação.
Contudo, se tenho uma programação do meu dia e alguém me atravessa, tentando ajudar com tarefas simples, mas que não estavam no meu roteiro, certamente isso vai me tirar do eixo e vai confundir a ordem anteriormente destinada a concentrar meus esforços em outras coisas que, num primeiro momento, eram mais importantes pra mim, por exemplo, recolher a roupa do varal, ou passar um pano na casa, quando eu preciso muito mais que tal ajuda se manifeste em outra atividade, que seja ir na padaria comprar pão, ou molhar as minhas plantas.
Desse modo, entendo que a pessoa que está pensando em me ajudar, precisa primeiro, me perguntar o que eu preciso que seja feito, para que a ajuda tenha valor, tenha objetivo, pois se fizer algo que eu não preciso no momento, em vez de ajudar, estará me angustiando e atrapalhando o meu ordenamento mental, com relação ao que é prioridade para mim, naquela circunstância.
Estou hospedando um amigo de longuíssima data, que veio me visitar, para descansar e resolver conflitos de ordem pessoal. Ele é um verdadeiro cavalheiro, mas (como eu disse, sempre tem um 'mas'), por se sentir na obrigação de fazer algo por mim (sendo que só a presença dele neste momento da minha vida, por si só, é um presente dos céus), já que pensa que eu o estou ajudando, sempre acaba me atropelando e me deixando angustiada, pois me torno indelicada, já que ao tirar a mesa do café, levar a louça para a máquina de lavar, sem a menor sistematização, acaba por me tirar da minha programação e me fazer afastar do objetivo inicial, me obrigando a tirar de suas mãos a louça, por estar colocando-as de forma totalmente desordenada dentro da máquina, me impondo duas, e não uma tarefa, pois tenho que retirar toda a louça colocada inadequadamente, para recolocá-la em seguida, quando bastaria retirar os pratos e canecas da mesa, para colocar diretamente para lavar; Se ele me perguntasse o que poderia fazer para me ajudar, com certeza, eu seria muito feliz com a ajuda dele, em somente abrir as janelas da casa, para ventilar...
Parece banal, mas são exemplos que estou dando para mostrar, que nem sempre a ajuda é algo que de fato vem de encontro com as necessidades do ajudado; Antes, a ajuda vem para aplacar a ansiedade do ajudante e, em sua enorme necessidade de ser útil, quando a sua presença, já é o melhor aos meus olhos.
Deste modo, quando for me ajudar, por favor, primeiro, pergunte o que eu preciso; Depois, me informe a sua disponibilidade: 
"O que posso fazer para te ajudar, menos lavar banheiro?" E eu vou dizer que só o seu carinho em perguntar, já aqueceu o meu coração de tal modo, que não será necessário que faça nada, pois já fez tudo o que eu precisava: me deu carinho!

Boa noite!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Regresso

Voltei!
Meu acesso estava sendo bloqueado, razão pela qual não tinha mais como escrever aqui. Já estava pensando na possibilidade de criar outro Blog, quando assim, sem mais nem menos, voltou a funcionar!
Vai entender a informatização, né? 
Meu filho, de modo peculiar e muito gentil para comigo, diz que o problema encontra-se entre o teclado e a cadeira.
Desta vez, acho que o problema foi entre o Google e o Blogger, mesmo! Rs...
Com alegria, vi que tenho novos seguidores, e os recebo com muito carinho.
A semana está agitada e, desse modo, por agora, é só!
Bom dia.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Desencontro

Eles se conheceram numa festa de alunos da faculdade. 
Namoraram por quase um ano.
Certo dia, próximo da formatura dele em odontologia, ele desapareceu.
Ela o esperou e procurou, por muitos e muitos dias, sem sucesso. Chorou, teve febre, mas como era jovem, levantou-se da cama e seguiu sua vida.
Nunca mais soube dele, ainda que vez ou outra, procurasse encontrar sua barba ruiva no rosto de alguém que se parecia com ele, mas era só ilusão de ótica.
Ficou noiva de outro e a data do casamento foi marcada.
Um dia, uma pessoa lhe contou, que estava indo ao dentista, quando para sua surpresa, o profissional comentou com seu colega, que ela trabalhava para os pais de sua ex noiva e complementou que achava cruel, ter sido trocado desse modo.
O coração dela pareceu congelar. Não era justo! Há poucos dias do seu casamento, ficar sabendo desse modo que ele a tinha em conta de "noiva"... 
Porque ele desapareceu, ela nunca ficou sabendo... ele nunca voltou para explicar!
Na véspera do casamento, ela via pela janela da sala, o carro dele, passando várias vezes na rua, sem parar. Chorou desesperadamente. Pensava em desistir e, como a casa estava cheia dos hóspedes que vieram para a cerimônia, seu pai pediu que ela reconsiderasse e mantivesse o casamento.
Claro que ela não contou o verdadeiro motivo que a levara a quase desistir do casamento... era tarde demais!
Os anos se passaram e, há alguns dias, ela que nunca o esquecera, conseguiu localizar um filho dele.
Soube que ele a tinha em conta de alguém superior, muito para ele e, que sentia-se constrangido ante a família dela e ficou ainda mais triste e decepcionada, porque nunca imaginou que ele se sentisse desse modo, porque ele nunca lhe falou como se sentia... e porque ela, de fato, não via essa diferença imaginada por ele...
Seu filho perguntou a ela como era o pai na juventude, fazendo-a viajar pelo tempo, relembrando o desencontro que a fez sofrer... mas agradeceu a oportunidade dessas recordações, que o tempo encarregou-se de guardar carinhosamente no coração daquela mulher de meia idade, que um dia, viveu uma linda história de amor.

Boa noite!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dor

Conheço um médico, que escreveu um livro cujo título é:
"Não se cria galinhas para as galinhas".
É uma coletânea de diversos contos. Entre eles, tem um que me marcou, pela comparação que ele faz. 
Uma menina entra numa casa, aos berros, inconsolável à procura da sua mãe, para queixar-se que os sapatos que ela queria comprar, não foram mais encontrados na cor que ela queria. Essa menina, estava realmente desacorçoada, por isso... a ponto de não se dar conta que estava num velório.
Era tão cruel a dor dela, ante a dor da mãe, pranteando o filho morto, porque a dimensão proporcional das duas dores, a da mãe que perdera o filho e a da menina, que não conseguiu comprar os sapatos, para ambas, era dor, mas lado a lado, cada dor tinha um princípio diferente.
Nossas perdas materiais ou de oportunidades, ou até mesmo de um amor, ficam ínfimas, banais, ante a perda definitiva de entes queridos, como pais, filhos, irmãos, amigos e até nossos animais de estimação...
Hoje, minha família está enlutada e sofrendo uma dor real, pela perda precoce do Pedro, um lindo menino inteligente, meigo, doce, alegre, aos 7 anos, atropelado por um inconseqüente, que vinha em alta velocidade e não avistou o ponei e o menino, atravessando a via ou, se viu, não conseguiu frear o veículo. Não sabemos se estava ou não embriagado, porque o motorista fugiu do local, sem prestar socorro, deixando pra trás, o pai, em desespero, sem saber o que fazer com o filho morto em seus braços.
O fato é que essa dor sim, tem razão de ser e é justificável, enquanto as outras, perdem importância. Ficam sem sentido.
Nenhum pai ou mãe, deveria passar pela experiência de sepultar um filho, porque é a inversão da ordem das coisas. É uma dor que dói nas entranhas...
Mas se assim é, e deve ser porque assim tem de ser, que ao menos esses pais e mães possam ter forças para suportar essa dor que jamais se calará, jamais será amenizada. 
Que esses pais possam olhar a vida, que nunca mais terá a mesma alegria, pelo menos superando o gosto amargo que será eterno em suas bocas e que seus corações não se tornem áridos, ante a força dessa dor.
Que ao menos, não percam a capacidade de amar.
O Pedro era uma criança feliz. Então, ainda que para nosso consolo, queremos crer que esteja entre os anjos, ao lado de outras crianças, superando também o desafio de ficar longe de seus pais, avós e primos, com uma saudade infantil, que talvez ele possa compreender, porque nós, aqui, dificilmente compreenderemos.
Que você, Pedro Augusto, leve o beijo da "tivó", e fique bem guardado, em paz.
Bom dia! 

domingo, 22 de maio de 2011

Luto

Pedro Augusto (7 anos) e Vitor Hugo (4 anos)
PEDRO AUGUSTO, esse loiro lindo, ao lado do seu "tio" Vitor Hugo. A JÓIA MAIS LINDA, ENTRE OS ANJOS.
Pedro, a "tivó" vai sentir muita saudade de você! Todos nós, vamos, anjo lindo! Vá encontrar com a bisa e ficar no colo do Papai do Céu, junto com os anjos. Beijo da tivó.

Felicidade

Ganhar na Mega Sena acumulada sozinha, pode ser motivo de felicidade... mas essa é uma premissa que só quem já ganhou pode afirmar. Eu tenho minhas dúvidas, porque deve dar um "trabalhão", administrar tanto dinheiro (sem contar o "olho gordo")!
Opa, mas não estou dizendo que não quero ganhar, não! Eu quero e quero muito! Mesmo que depois, eu tenha muito trabalho para administrar, eu não me importo e jogo de vez em quando, na esperança de experimentar essa felicidade. 
Se tiver de ser, será!
Felicidade, pra mim, foi o nascimento do meu filho, ouvi-lo dizer a primeira palavra, dar o primeiro passo, superar os desafios, sorrir, pedir colo...
É o cheiro do café que o meu pai faz, quando vou visitá-lo em Uberaba... ou o sorriso no olhar do meu irmão, que é a cara do Bruce Willis...
Felicidade, pra mim, consiste em pequenas coisas do dia à dia, como poder tomar meu café, sem que a cafeteira derrame tudo, ou sem antes precisar limpar a sujeira das minhas cachorras, Anastácia e Belizária, dentro de casa... e olha que isso é raríssimo! Rs...
É identificar nos olhos do meu homem, que ele ainda me quer como me queria no começo da relação...
É me organizar para o trabalho e conseguir cumprir a agenda...
Felicidade, representa a emoção de ter visto meu filho se formando e sendo homenageado por 2.500 pessoas presentes, incluindo professores, funcionários da faculdade, juizes, promotores, delegados, colegas e pais de alunos, que o aplaudiram de pé, por seu brilhantismo e seu poder de fazer amigos...
Felicidade, é ver que meu filho consegue realizar seus projetos, por mais difíceis que sejam... e que a minha nora é esposa, mãe e nora maravilhosa...
É ver desabrochar a minha azaleia, sem que a Anastácia e a Belizária devorem o botão... (mais provável que esta seja uma felicidade impossível pra mim)...
Ou até mesmo, conseguir dormir uma noite inteira, sem acordar durante a madrugada, contorcida pelas cãibras, que me acometem com freqüência...
E eu poderia passar o dia, apontando para coisas mínimas, que me fazem feliz, como se eu ganhasse sozinha, a Mega Sena acumulada, mas não custam nada, não dependem de nada pra acontecer, só que o Universo conspire a meu favor e dizem, que quando a gente quer muito uma coisa, o Universo nos dá.
Mas me perguntando, o que eu queria mais, de verdade, observei que nunca chorei, por não ganhar na Mega Sena, mas já chorei quando o meu cachorro Teobaldo morreu, chorei quando um cacto que eu havia plantado com muito carinho, foi arrancado pelo jardineiro, choro quando a cafeteira derrama o meu café, ou quando simplesmente quero arrumar uma gaveta e ela emperra, amassando tudo o que organizei... choro por impotência, por não conseguir realizar tarefas simples, como entender o extrato da minha conta corrente...
Felicidade, ainda que efêmera, momentânea, só é, por conta da simplicidade da vida, que a gente insiste em complicar, por acreditarmos que ter vale mais que ser.
Eu quero mais é ser feliz!

Bom dia! 

sábado, 21 de maio de 2011

Antagonismo

Não sou romântica. Na verdade, penso que romântico é o homem. É ele o sedutor, o que busca nos encantar...
Mulher é sonhadora, contemplativa, meiga, suave, pegajosa, ciumenta, possessiva, generosa, carinhosa, manhosa, mas romântica... 
P'ra mim, mulher é carente pela própria natureza.
A gente nasce e morre carente!
Da mais genuína "feita p'ra casar" à executiva tempo integral, prática, determinada, sabe como? Todas somos carentes!
A gente é carente de elogio, reconhecimento. Precisamos que os outros nos digam que estamos bonitas, porque não nos basta olhar para o espelho e gostar do que vemos refletido.
A gente é carente de aprovação. É necessário que alguém nos diga que temos razão, que estamos certas naquilo que estamos dizendo, ou fazendo.
Fomos criadas para sermos inseguras e frágeis, porque mulher forte e decidida, não tem vez!
Mulher que sabe o que quer e é segura das suas convicções, é fadada à solidão, porque homem não encara, não!
Somos paradoxais, porque ao mesmo tempo, podemos brigar, chorar, amar, perdoar, fazer sexo com paixão, ou pra se livrar rapidinho da obrigação, podemos amparar o sofrimento, ou nos desmanchar em cima de alguém, berrando por atenção e carinho...
Eu, por exemplo, sou tipicamente antagônica. Na mesma hora em que sou a própria "quero colo", consigo dizer "per' ai, eu digo quando você me dá colo, se eu quiser!"
Somos o avesso do avesso, se é que dá p'ra entender...
Por mais que a gente se garanta, lá no fundo, sempre haverá uma dúvida crucial... um temor de embaraçar o cérebro e os intestinos, misturando tudo...
Eu não sou romântica, mas adoro Roberto Carlos... Não faço questão de receber flores, mas um recadinho "bobo", me deixa flutuando o dia inteiro...
Não preciso fazer viagens por lugares lindos e paradisíacos, se ele me levar pra dançar de rosto colado... vai entender?
Adoro ser quem eu sou. Mas detesto ser o que sou!
Ou seria o contrário?
Por essas e outras, vivo o antagonismo da maravilha que eu acho que é ser mulher!
Bom dia. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Valores

Aqui, se ganha p'ra ser "cigarra"/artista, ou mostrar peito e bunda.
O conhecimento, a inteligência, o profissionalismo, ficam depreciados. É uma vergonha! 
Mas um país que enaltece a debilidade intelectual, onde eleger um semi-analfabeto para o cargo de Presidente da República, um "palhaço" para o cargo de Deputado (que é representante do Poder Legislativo - quem faz as nossas leis) e uma guerrilheira, para o maior cargo eletivo do país, é motivo de orgulho, e ser traficante é sinônimo de poder, enquanto aqueles que têm cultura e conhecimento, são tidos como "metidos às bestas", não se pode esperar mais!
A autora do livro que, em outras palavras, joga a gramática da língüa (com trema no "u", por conta da fonética) portuguesa no lixo, encheu a "borra" de dinheiro, enquanto autores de obras sensacionais, morrem no anonimato e sem um centavo no bolso, até porque, as editoras não têm interesse em divulgá-los, pois eles não dão lucro e o governo prefere prestigiar o que agrada à massa ignorante, em vez de lhe oferecer meios para evoluir e prosperar, porque custa caro e não elege.
O bom é ser popular e isso, nada tem a ver com ser culto, ser tecnicamente preparado, ser honesto, ser pontual, ser comprometido.
Nas eleições, muita gente (inclusive eu), fez campanha para que a Dilma não fosse eleita. Agora, está todo o povo que fez média e contribuiu para que ela fosse eleita, preocupado com a inflação que está voltando... mansa, silenciosa, sorrateira, mas está voltando.
O noticiário divulga que os gastos do governo Lula, foram astronômicos, mas o assistencialismo se perpetua, porque dar "mesada" aos pobres, dá voto e fazer hospitais, construir e equipar escolas, edificar pontes, fazer rodovias e portos, melhorar os aeroportos, só atende aos que têm o mínimo de intelecto e sabem que tudo isso é obrigação do governo fazer, com o dinheiro dos impostos que arrecada, mas não dá votos, porque esse cidadão que têm conhecimento e discernimento, não vota porque o fulano é bonito, ou "bonzinho", mas vota se ele for competente. 
Como sempre tenho o cuidado de dizer aqui, se alguém não concorda com o que eu penso, que me perdoe, e sinta-se à vontade para discordar, mas que me sinto um puro sangue puxando uma carroça, como disse a minha amiga Mari, outro dia, ah, me sinto sim!
Então, me dê licença para eu mandar esse bando de safado incompetente do governo para a P. Q. P., e dizer para essa "professorinha" de m. que , vá arranjar um serviço decente em qualquer outra atividade na vida, mas não venha ensinar aos nossos jovens, que falar e escrever errado é bonito e pode, porque não é e não pode, não!!!
Estou cansada de ser politicamente correta e não poder falar que acho um absurdo o que eu vejo acontecer, sem ser taxada de preconceituosa, racista, homofóbica, retrógrada e até criminosa, já que estão transformando valores em crime, porque estão invertendo a ordem das coisas e eu não vou ver meu neto crescer, ensinando a ele que é saudável ser vulgar, inculto e promíscuo, porque acredito que a família tem importância fundamental e que a sabedoria divina, nos fez a cada qual, com o seu devido papel na natureza, então, se respeitarmos o direito do outro (inclusive de não aprovar o excesso de divulgação de peitos e bundas, entre outras coisas), talvez a gente consiga um mundo melhor.
Se é crime de racismo chamar um negro de "negão", então, por que não é crime, um negro me chamar de "branquela"? 
E que fique bem claro: 
Eu não tenho nenhum problema com a raça negra. Sou irmã de criação de um negro, sempre tive amigos negros e não vejo nada que justifique o excesso de zelo, pois conheço uma expressiva gama deles, que são bem sucedidos e não precisaram de vagas especiais nas universidades, para poder freqüentá-las.
Não tenho nada, em absoluto, contra os homossexuais e, até sou favorável ao reconhecimento dos direitos civis daqueles que constroem juntos um patrimônio e não podem receber a meação, quando o outro morre, por serem do mesmo sexo, mas daí a dizer que dois homens ou duas mulheres, vão se casar, vão ter filhos, vão se beijar em público e eu serei obrigada a achar isso natural, para não ser rotulada de homofóbica, é me condenar ao silêncio imposto pela ditadura da inversão dos valores.
Não tenho nada contra quem não estudou, quem não tem diploma (que nada tem a ver com cultura), mas daí a ser obrigada a reverenciar uma pessoa que propaga o despreparo intelectual e assistir ao Ministério da Educação aplaudir a sua iniciativa, sinceramente, é pedir muito para quem estudou a vida inteira e se esmerou em adquirir cultura, para ter o que deixar aos nossos descendentes, de tal modo que eles possam aprender e se orgulhar do que fomos um dia.
Mil desculpas, aos que discordam do meu ponto de vista, mas como têm o direito de ser respeitados por suas escolhas e seus pontos de vistas, também eu quero ser respeitada por ter outras convicções e outra forma de enxergar a sociedade.
Democracia, é a arte de conviver pacificamente com as diferenças e disto, ninguém, nem homossexuais ou heterossexuais, nem pobres ou ricos, nem negros, brancos ou índios, nem religiosos ou ateus, nem analfabetos ou professores doutores catedráticos, nem políticos de espécie alguma, devem abrir mão, para que todos possamos viver em harmonia e crescermos como nação.

Boa tarde!   

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Gramática

Assassinaram a gramática...
Estou postando aqui, para compactuar plenamente com o que o Carlos Eduardo Novaes disse com propriedade em seu texto e para parabenizar o Marcos Ouriques Ouriques, pela iniciativa.

Li, gostei e repasso para vocês, de Carlos Eduardo Novaes

Postado no Facebook, por Marcos Oriques Oriques, quarta, 18 de maio de 2011 às 00:03

Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!

A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.

A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei - como se diz? - magna.

Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem a Gramática é que é a dona da verdade e o Minestério que é da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.
Bom dia!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Alegria

Os sentimentos que me machucam tanto, ainda residem em mim, mas ontem, quando as vi na porta, lindas, as minhas meninas/advogadas, meu coração ficou em festa.
São como filhas, não adianta!
Façam o que for, sempre vou olhar para elas de modo especial e com a admiração desmedida de "fã n.º 1".
Juntas, as duas trouxeram luz, calor, beleza, barulho, enfim, aqueceram o meu dia.
Como podem ter feito as escolhas que fizeram? Até agora, não entendi... mas também eu fiz minhas escolhas e, não consigo enxergar onde errei. Evidente que errei! 
Devo ter errado mais que ambas juntas, afinal, o preço a pagar, está na minha conta e não na delas!
Mas me encheu de alegria vê-las comigo outra vez!
Bom dia!