sábado, 13 de agosto de 2011

Vergonha

Ontem, senti muita vergonha, mas muita vergonha, mesmo, de ser brasileira...
Sempre tive orgulho de ser brasileira, porque foi assim que o meu pai (preso e torturado na Revolução de 64, quando eu tinha 7 anos), ensinou. 
Foi assim que eu aprendi nas aulas de Educação Cívica no colégio. 
Por isso, eu me engajei na política, na tentativa de somar aos demais brasileiros indignados com a ditadura.
Durante a semana, postei e compartilhei o texto que vi numa publicação, por vários dias, e nunca foi tão pertinente:
"Que país é este, que junta milhões numa parada gay, outros milhões numa marcha evangélica, muitas centenas numa manifestação a favor da maconha, milhares todos os finais de semana para assistir futebol nos estádios, e outros tantos milhões de brasileiros, no carnaval... mas não se mobiliza contra a corrupção?"
Ser brasileira é para mim, uma honra. Ou pelo menos, até esta semana era!
Esse governo, está emporcalhando a nossa honra, de todas as formas possíveis e imagináveis!
Corrupção, já virou assunto corriqueiro e nem nos indigna mais, pois está todos os dias nos jornais e a única coisa que muda na história, é o nome das personagens envolvidas, porque o enredo é sempre o mesmo: Desvio de verbas públicas, suborno, propina... 
Estamos, como demanda o nosso perfil, a nossa característica de povo brasileiro, nos acomodando com a corrupção, com os escândalos políticos e com os desmandes das autoridades!
Mas ontem, especialmente, me senti impotente e muito envergonhada!
Há alguns dias, fui procurada por um estrangeiro, para fazer o pedido de visto permanente para trabalho e investimento. Como não é uma matéria que eu domino, fui pesquisar.
Para minha agradável surpresa, o site do Ministério do Trabalho e Emprego, tem ali, muitas informações interessantes e bem explicativas, mas fiquei pasmada, pois todos os telefones que encontrei, não atendem, ou só dão ocupado, ou pior: SÃO DE OUTROS LUGARES!
De tanto procurar e ligar de um lado para outro, quando alguém me atendia, uns muito gentis e até dispostos, me indicavam outros telefones que por sua vez, igualmente, não atendiam ou estavam ocupados.
Mas ontem, foi demais!
Liguei logo pela manhã, no Ministério do Trabalho e Emprego de Florianópolis, cuja funcionária, com muita má vontade, chegando a passar o tom de escárnio e irritação na voz, por ter de atender ao telefone, me informou que estava sem Internet e não podia me ajudar e me passou outro telefone que não atende. 
Como sou persistente, liguei num outro telefone informado no site do Consulado Geral do Brasil em outros países da Europa e então, descobri que além dos números ali indicados, terem só 7 dígitos, ou seja, quem acessar o site do Ministério do Trabalho e Emprego, se precisar ligar para o telefone indicado como sendo da Secretaria de Relações do Trabalho - Coordenação Geral de Imigração, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pedir auxílio ou esclarecimentos, já terá de enfrentar a primeira dificuldade, que é adivinhar que precisa colocar mais um 3 antes dos números, para poder completar a ligação; Ai, tentei um segundo número, que está indicado como sendo o número de um fax do Ministério do Trabalho e Emprego, dessa mesma Secretaria, mas para minha surpresa, quem atendeu, foi um senhor, chamado Edson, me dizendo que era do SISLEGIE. 
Quando eu perguntei o que era SISLEGIE, ele atalhou, dizendo que era do MA. 
A pessoa, tem preguiça até de dizer "Ministério da Agricultura". Fiquei chocada! O telefone indicado pelo site do Consulado Geral do Brasil, como sendo o fax da Secretaria de Relações do Trabalho - Coordenação Geral de Imigração, do Ministério do Trabalho e Emprego, na verdade, atende num setor (que em outra ligação, outra pessoa que atendeu me explicou tratar-se do local que alimenta o site com as legislações do Ministério da Agricultura), mas que pelo visto, ali, nem todos sabem onde trabalham e o que fazem, e a ligação não será transferida para nenhum telefone, porque o "contratado" (segundo o próprio Edson exaltado me sugeriu), vai mandar fazer a reclamação na ouvidoria! 
Quando eu perguntei o que era SISLEGIE (acho que nem ele sabe, porque me perguntou o que é que eu queria, mudando de assunto), o senhor Edson me informou que o telefone que está indicado como sendo do fax da Secretaria das Relações do Trabalho, no Ministério do Trabalho e Emprego, NUNCA FOI DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO E NEM DA DITA SECRETARIA e que SEMPRE FOI DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA!
Senti uma tristeza enorme, pensando no estrangeiro, e até mesmo no brasileiro que reside na Europa, ou em outros continentes, que visita o site e precisa de informações, ou tirar dúvidas, ligando para esses números que ninguém atende, ou que não estão nos locais indicados, como não deve se sentir desolado e desamparado...
Uma vergonha!!!
Perguntei a esse senhor Edson, se ele mesmo, trabalhando DENTRO de um dos Ministérios, não poderia resolver o problema, em vez de me mandar entrar em contato com a ouvidoria, ao que ele me respondeu que não era função dele, que era um cidadão como eu e que o problema era meu e não dele!
Indignada, eu argumentei que como ele era funcionário, talvez, se tivesse um pouco de interesse, em fazer bem feito o seu trabalho, pudesse ter mais agilidade e fazer com que o número do telefone fosse indicado corretamente, ao que ele retrucou, que ele não era funcionário, porque era terceirizado e contratado e bradou:
"Vá à puta que a pariu!!!"
Desliguei o telefone em estado de choque e pensei nas pessoas que ligam para esse lugar, achando que está ligando para uma secretaria do Ministério do Trabalho e Emprego e esse senhor contratado, funcionário ou seja lá o que for, CUJO SALÁRIO DE QUALQUER JEITO É PAGO COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE, trata as pessoas com esse requinte de educação, ESTANDO ELE, dentro do Ministério da Agricultura, ou seja, tecnicamente, ao lado do Ministério do Trabalho e Emprego em Brasília, e, até onde entendi, quando liguei pela segunda vez, para saber exatamente o que era SISLEGIE e fui atendida por outra pessoa, é um lugar onde os sites são alimentados com as informações específicas.
Não é pra sentir muita vergonha de ser brasileira, numa situação dessa?
Mas esperar o que, de um país que elege um analfabeto e uma guerrilheira, porque acha bonito a pessoa vir da pobreza ou ser fracassada nas atividades de sua vida pessoal e chegar a ser presidente dessa nossa república das bananas, literalmente, é o que somos e, se o povo não acordar agora, nunca mais vamos passar disso...
Posso estar equivocada, ter uma opinião formada sem muito conhecimento da causa, mas a sensação de impotência, porque estava procurando um único formulário, cujo link que deveria disponibilizá-lo, não o faz e ser mandada para a p. q. p. por reclamar, é ou não é o fim da picada?


Tenha uma ótima tarde!


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ilustre

O sono me impedia de continuar trabalhando. 
Era mais forte que eu.
Nunca durmo durante o dia, mas hoje, estava insuportável, não conseguia pensar!
Olhei para o relógio e era quatro horas da tarde! Tinha ainda muito a fazer e não podia pensar em dormir, mas meus olhos e meu cérebro, simplesmente se recusavam a continuar.
Deitei pensando que talvez fosse a pressão que tivesse caído, provocando aquele sono todo, como se eu tivesse passado três noites seguidas em claro.
Ainda relutei um pouco, porque realmente, não é do meu feitio, dormir à tarde, mas algum tempo depois, eu já estava dormindo.
Inicialmente, foi um sono agitado (acho que eu brigava tanto para não dormir, que não conseguia relaxar), mas aos poucos, foi se tornando pesado, profundo, e foi ai que eu a vi. 
A minha mãe, estava fazendo café e me sorrindo...
Sorri. Acho que nos falamos, porque notei que ela me serviu café numa xícara de vidro de três asas! 
Tenho a sensação de ter comentado a estranheza da peça, mas tomei o café assim mesmo (eu realmente não rejeito café, nem em sonho e em xícara de três asas!) Risos...
O lugar era como se fosse a minha cozinha, tinha luminosidade e tinha mais alguém, usando uma boina azul marinho, mas eu não consegui ver de quem se tratava.
Minha mãe se foi há um ano e quatro meses e esta foi a primeira vez que sonhei com ela.
Acho que conversamos, até porque, só acordei às dezoito horas, com o toque do telefone e não me lembro de mais nada, exceto do café, do seu jeito e do seu sorriso...
Mas valeu muito! Como valeu!
Acredito que o sono, tenha sido provocado para ela poder me contatar, pois de outro modo, não há como explicar algo fora do meu hábito e tão intenso... mas ainda que eu não me lembre de mais nada além desse momento ilustre, foi muito bom revê-la, ainda que por alguns instantes, pois realmente, eu tenho saudades...

Boa noite!

domingo, 31 de julho de 2011

Liberdade

A chuva que fustiga a minha janela, me faz pensar no meu amor próprio... tão fustigado por convenções e preceitos que não posso vencer, porque estaria na contra mão do entendimento coletivo.
A minha liberdade é limitada, vigiada pela sociedade, que não me recebe, nem aceita, sem cobrar um preço maior do que eu gostaria de pagar e até penso que não vale tanto, mas de que outro modo, eu conseguiria sobreviver?
As pessoas ditam regras, os usos e costumes ditam normas, as religiões estabelecem o que é certo e o que é errado e as leis determinam o que é e o que não é crime.
Fala-se em liberdade de expressão, mas são crimes, o racismo e a homofobia.
Ou seja: posso pensar, mas não devo me expressar, porque só tenho direito à liberdade de expressão, se eu não disser que o cara (hipotético) da esquina é um "negão" nojento, que a "sapatão" que namora a minha manicure (imaginária) é horrorosa.
Enfim, tenho liberdade, desde que recicle o lixo, não chute o gato que está devorando a minha coleção de pássaros silvestres (sou contra pássaros em gaiolas e a maltratar animais), não passe férias no Pantanal (que eu não conheço), caçando pacas, tatus e papagaios, ou não fume da porta da minha casa, pra fora! Aff!!!
Que liberdade é essa?  
É uma liberdade controlada pelas câmeras de segurança, onde posso ser flagrada beijando o meu namorado dentro do elevador, na calçada da avenida central, ou no banco da praça, e alguém mais tarde, pode me chantagear por isso.
É a liberdade castradora, que não permite que eu diga que não gosto de alguém, ainda que pelo caráter dessa pessoa, se ela for de origem diferente da minha, ou tiver opções sexuais que não sejam as minhas, para não incorrer no risco de ser acusada de racista, preconceituosa ou homofóbica...
É a liberdade que permite que eu fale mal do governo, desde que continue pagando meus impostos, para ele gastar como bem entender, o MEU DINHEIRO!
Mas admito, já foi bem pior! 
Essa colocação, só tem a finalidade de observação, porque eu não sou racista; não sou homofóbica, não tenho gatos, ou animais silvestres, sou totalmente favorável à prática da reciclagem do lixo, à economia de água e aos cuidados com o aquecimento global.
É verdade, que deixei de dançar (que era a única coisa que eu amava fazer nos finais de semana), porque não posso mais fumar em lugares fechados onde freqüentem não fumantes, mas também, ninguém pensa que poderia criar um lugar para dançar, onde os donos, empregados, cozinheiros, garçons, porteiros, a banda, o cara do som e da iluminação, enfim, todos fossem fumantes, e onde os não fumantes que fossem ali, soubessem que não teriam do que reclamar... ai, como seria bom! 
E já que a minha liberdade é limitada, sigo divagando e olhando pela janela, vendo o meu amor próprio ser fustigado pela chuva de proibições, que me dá a sensação de ser uma cidadã correta e que eu posso fazer o que bem entendo da minha vida, já que não faço nada que vá em direção contrária ao que a sociedade e as convenções me digam que é permitido.
Certa vez, alguém me disse que num desses países de primeiro mundo, não me recordo agora qual deles, a pessoa que for pega jogando um papel de bala no chão, paga uma multa fenomenal (a fiscalização funciona), e que lá, as ruas são tão limpas, que você pode dormir na calçada, andar descalço, como se estivesse dentro de casa, porque o povo não é educado como a gente pensa, mas porque se for desleixado, dói no bolso.
Ai, fica a minha pergunta: a liberdade existe?

Boa tarde! 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Saudade

São as dores das lembranças, que tudo transforma em passado e insiste em resvalar no senso da razão.
Por que haveria eu de sentir o que sinto, se nada posso fazer para mudar o que está?
Quantas lágrimas ainda terei de derramar, para que lave d'alma, a sensação de ter sido negligenciada, abandonada, esquecida?
Por que sentir pena de mim mesma, quando tenho alternativa?
Ainda que eu chore todas as mágoas, de nada vai adiantar porque o curso da vida, não tenho como mudar... Ou tenho?
Todos somos o que somos e, a menos que a decisão seja verdadeiramente pela mudança pessoal, de dentro para fora, nada será diferente.
Quando as pessoas não dão importância, tudo perde o valor. 
Famílias se desintegram, por falta de amor e, nem se dão conta, do estrago em efeito dominó, que perpetuam para as próximas gerações.
Filhos e pais, não podem se entender, quando não há diálogo, mas também maridos e mulheres se esquecem pelos cantos da casa, que se torna sombria e aumentada ante a solidão a dois que se impõem um ao outro, por falta de zelo.
Um gesto na outra direção e a cortina pode ser aberta para o vislumbramento do afeto que se faz preemente.
Um sorriso silencioso, pode ecoar por dias, no coração de quem o recebe.
A doação de si mesmo, pode inverter a ordem dos fatores e resultar sim, em produto diferente daquele proposto pelo descaso.
Sentimentos únicos, podem criar atmosfera amena e aconchegante, para fazer suportar o peso do medo e do frio interiores em cada um.
A angústia imposta pela indiferença, cria abismos intransponíveis nas vidas das pessoas esquecidas...
Viver pode ser fácil, ou não. Depende do quanto a vida representa dentro do amor de cada um por si mesmo.
Eu me amo, mas não basta! Preciso sentir que também sou amada e, quando isso não é demonstrado claramente por aqueles que deveriam fazê-lo constantemente, sinto-me enfraquecida e vulnerável, como se o peso da essência de mim mesma, me roubasse o ar e a vontade de seguir em frente.
Por isso, a meu ver, a família e os vínculos que ela cria, são tão preciosos.

Bom dia!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Caminhando

O seu sorriso, com um traço infantil (apesar da idade); As declarações de amor (sempre negado), agora profusas, depois da terceira taça de vinho; A confissão "marota" da conversa sensual e comprometedora com outra mulher... 
Tudo me reporta a uma cumplicidade capaz de me tocar o coração e a alma.
É claro que ele tem segredos!
A questão é: quanto desses segredos, ele quer compartilhar e confiar a mim?
Tudo nele é perdoado!
Aos poucos, ele me envolve e me transforma, como eu o transformo, e nos tornamos cúmplices.
Nos unificamos em nossos segredos, nas nossas carências de afeto, reconhecimento, nossas dúvidas e até as nossas alegrias.
Já declarou que conhece o caminho mais fácil, mas insiste no mais difícil.
Alega que não quer mais sofrimentos, mas nem vê que este preço, quem paga sou eu, que sofro pelas escolhas dele. Sofro e espero...
Enquanto ele poupa a dor a outra, me condena à dor da espera; Enquanto em seu egoísmo consciente, acredita que esteja fazendo o melhor, me obriga à consciência de que sem ele, não posso mais seguir em frente... me falta o ar, mas sobram lágrimas...
Ele pode. Eu preciso!
Em nossa cumplicidade, não pode haver culpa, porque a ele, tudo é permitido.
A cada concessão que ele me faz, proporcionalmente cresce o meu desejo de lhe atender, estar perto, ser parte dele.
Ele sabe, seu coração sabe, seus olhos afirmam que sabem, seu sorriso confirma que sabe e aos poucos, ele confia...
Quanto maior a sua confiança, maior a minha rendição; Quanto mais ele se entrega, mais lhe pertenço.
Nosso amor é feito assim, nessa troca de confiança que dispensa outras formas e, aos poucos constrói uma estrada sinuosa, mas de paisagens esplêndidas... como tudo o que ele perpetua em sua vida.
E o que mais importa, quando o que eu queria já tenho: 
Hoje, seus olhos me enxergam e o seu coração, sente!

Boa noite!

domingo, 10 de julho de 2011

Inusitado

Ele veio hoje pela manhã. 
E olha, é domingo. Ele nunca vem aos domingos! 
Não fizemos amor, mas nem precisou. Me deixou plena ante o carinho e os cuidados a mim dispensados.
Tomamos o café, e ele me contou mais detalhes da vida que viveu e vive. Falou do passado, do presente e das coisas mais simples, que lhe tornam tão peculiar.
Tudo em sua vida, é poesia... todos os acontecimentos, são líricos, porque é assim que ele os enxerga.  É assim que ele os divulga.
Ele é especial, por ser como é. É diferente, excêntrico, mas de uma generosidade, quando se remete às narrativas, que não há quem não se sinta comovido e envolvido...
Toda a bagagem que carrega, não pesa a quem se aproxima, porque ele não permite que sua vida pese sobre ninguém.
Claro, eu quero muito estar com ele, atenta ao que ele tem a dizer,  porque é ensinamento, é história de superação e de vitórias pessoais incríveis, que ele generosamente me dá, sem reservas.
Hoje, ele me presenteou com a sua presença pela manhã, pois sei que é uma deferência reservada a quem ele considera especial, pois raramente sai de casa aos domingos, mas também me presenteou pelos contos que escreveu em momentos distintos, ambos de beleza singela e tocante.
Não tenho como dividi-los com quem me visita nestas páginas, não porque os queira só para mim, mas porque isso, depende somente dele, mas acredite, ao contar esses fatos tão cotidianos e sem pretensões, estou dividindo e muito, na medida do possível, pois tento difundir suas sementes, para que ele se perpetue em sua genialidade...
Os contos, não posso mencionar, porque pertencem a ele, mas posso garantir, são lindas as histórias de vida desse homem que a cada dia, me surpreende e se faz cada vez mais presente na minha história e isto, eu posso dividir!

Boa tarde!!!

domingo, 3 de julho de 2011

Opção

Se for pra sentir frio, que não seja o da minha ausência;
Se for para sentir medo, que não seja pelo meu silêncio... 
Ainda que te reste só o frio e o medo, pela minha ausência e pelo meu silêncio, então que você seja entorpecido pela cegueira do amor que pensa ter... São dias, semanas e meses, sentindo tudo isso, mas ainda assim, melhor que não sentir nada!
Enquanto as pessoas pensam no que é politicamente correto, no que é certo, moderno no contexto, você pensa no seu umbigo. E dai? 
É a sua dor que está doendo em você e não a dor do seu vizinho!
É o seu corpo que não entende a minha falta, não o corpo de outra pessoa (pelo menos, você pode acreditar que só o seu corpo sente a minha falta...)!
Quando chove, são as suas lágrimas derramadas pela saudade...
Mas, quando brilha o sol, sou eu quem está aquecendo a sua vida.
Se é fome que sente, só pode ser da minha boca! 
Por que insiste tanto em sentir medo do escuro, quando eu sou a luz do seu caminho?
Por que não admite logo que é muito bom estar ao meu lado e para de fingir que isso não faz diferença?
O tempo está passando pra nós dois, mas a estrada pode ser sinuosa, a menos que você permita os atalhos...
Se eu te consumo em sonhos, por que não vem viver a realidade?
Se não pode mais se enganar, por que não corre na minha direção e me toma por inteiro?
Vai, toma atitude e confessa: eu sou a razão do seu crepúsculo, então, só te resta me receber no seu coração, porque a mim, você já pertence!

Bom dia!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Irritadíssima

Tenho cara de idiota?
Não, porque esse "papo" de "tal coisa não era p'ra ser, que não aconteceu porque algo melhor está reservado", p'ra mim, é coisa de conformista e acomodado, duas coisas que estou longe de ser!
Poxa, tá certo, referência de valores é algo personalíssimo; O que para mim é absolutamente irrisório, para outro, pode ser da maior importância e vice-versa.
Mas quando a minha perspectiva de algo para a realização pessoal é determinada por coisas e ocorrências simples, como por exemplo, minhas cachorrinhas não fazerem suas sujeirinhas fora do jornal e elas só fazem fora do jornal e da gradinha (e ai eu tenho de tirar gradinha, jornal - claro, estava perto e escorreu tudo, e então, não tenho um, mas dois tipos de limpezas diferentes pra fazer), ou o café da manhã, quentinho, perfumando a casa e a porcaria da cafeteira joga café pra todo lado, menos dentro da jarra, fazendo uma sujeira desnecessária, manchando tudo que é toalha, tapete, esponja, pano de pia, enfim... o que era para ser um lindo dia de inverno, se transforma imediatamente no dia dos infernos!!!
Ainda sonada, pela manhã, sou um desastre, porque meu cérebro não acorda, só meus olhos se abrem e, às vezes, até eles querem permanecer fechados, então, tudo ganha dimensões muito desproporcionais, onde só uma cafeteira derramando café pela cozinha, é suficiente para fazer do meu dia, uma catástofre e deixá-lo super infeliz!
Claro que não é uma dor, como a perda de um ente querido, ou de um bichinho de estimação, até por que, não se trata desse tipo de sentimento!
É aquela sensação de "sua burra, sua incompetente, nem pra fazer um simples café da manhã você presta!"
É isso o que me dá a sensação de que o dia acabou e que estou indo direito para o caldeirão fervilhante do diabo! 
Quando uma cama bem arrumada, uma casa limpa e roupas bem passadas, têm valor para que me sinta feliz e isso não acontece, fico desmotivada e infeliz. 
Ai, vem alguém dizer que é porque não era pra ser, porque (e é nessa parte que sempre colocam o coitado de D'us no meio - ele que é tão ocupado e com tandos problemas reais pra olhar), se tal coisa não aconteceu, é porque D'us está reservando algo muito melhor pra você!
Ah, me poupe! 
D'us não vai me fazer perder uma perna, se o meu café da manhã for sempre perfeito e também, não vai me dar um BMW, se todo dia a cafeteira me deixar irritada como estou agora! 
Nada a ver!!!

Bom dia, aff!


terça-feira, 28 de junho de 2011

Incondicional

Decidi seguir em frente, apesar da sua resitência.
Não falo por meus sonhos, mas antes pela conseqüência deles.
O que fomos, sempre seremos, mas o que nos move ao amanhã, é maior que nós dois.
A cada passo na sua direção, percebo o quão distantes ainda estamos um do outro e fico inquieta, com aquela sensação no estômago (porque nessa hora, a gente não sente com o coração), de que não teremos outra oportunidade.
A nossa volta, tudo conspira para o fim, mas estou absolutamente desinteressada no que sinto e persisto.
Por essa trilha, nunca dantes percorrida, vejo que você já não busca a minha mão, o meu corpo, a alegria que éramos juntos.
Antevejo a hora da separação e rejeito a possibilidade de fracassar, então, reconstruo nossos passos, refaço os caminhos e construo uma nova vida pra nós dois.
Apesar da sua resistência, o meu amor é maior.

Bom dia!
 

domingo, 26 de junho de 2011

Desabafo

Se longe de mim, não sei quem sou. Basta que se afaste, um pouquinho, para eu saber que fui esquecida.
Tenho certeza, que seus pensamentos não são para mim, mas insisto em manter-me na sua vida, por essencial a minha!
Me exaspera a sua fidelidade, só a si mesmo, e ainda assim, tenho dúvidas da sua capacidade para ser fiel a alguma coisa...
Quando está ao meu lado, é todo de si mesmo. Seu comportamento é sempre instável, o que me faz sentir como andando em areia movediça.
Não há estabilidade entre nós e, mesmo quando suas mãos me confortam, ainda o frio do abandono persiste.
Você tem a alma livre, e também o coração. Sua liberdade acaba, quando começa o meu cativeiro. Não aprendeu a amar, só a perder.
Perdeu muito, o tempo todo e sua busca eterna, não o resgata, não o redime.
Segue grandioso em seu valor, mas cheio de medos, enfrenta-os escudado pela insegurança da sua capacidade de se doar.
Enquanto isso, fico aqui, estagnada por deliberação, sem conseguir seguir em frente, certa de que jamais vou poder recuperá-lo de si mesmo.

Bom dia!