segunda-feira, 14 de maio de 2012

Saudades

Hoje foi um dia muito especial, para muitas mulheres. O dia em que comemoramos a maternidade.
Minha mãe, não está mais aqui. Senti muito não poder ligar para lhe cumprimentar...
Este é o segundo ano que a sua ausência, nesta data, me faz sentir o peso da saudade que sinto dela.
Sua presença, mesmo que ela não acreditasse nisso, era marcante e pontuada. 
Minha mãe não tinha idéia da força que tinha!
Aliás, muitas vezes, brigamos, porque eu detestava, quando ela se fazia de vítima, porque sempre a vi como uma fortaleza, porque enxergava e sabia aquilatar o poder que ela insistia em negar.
Era capaz de congregar, ou desagregar, com uma agilidade, que me deixava sempre impressionada.
Ela era dona de uma sutileza nada sutil, ou leve... sabia pesar muito bem todas as possibilidades, quando tinha um objetivo.
No entanto, era a dona de uma ingenuidade, de uma pureza, que não passava desapercebido a ninguém.
Minha mãe era generosa com aqueles que julgava desprotegidos, e não media esforços para assumir para si, a responsabilidade de guardá-los.
Tinha uma simplicidade para lidar com as situações mais complexas, que a fazia única.
Hoje, eu ligaria para ela pela manhã, nós nos cumprimentaríamos, depois, meu filho levaria um presente para ela e almoçaria com ela, que mais tarde, me ligaria, para contar o que ganhou do neto. Aliás, todos os netos levavam presentes para ela, no dia das mães...
É, a minha mãe deixou muitas saudades...
Desejo que todas as mães sejam felizes com seus filhos!

Bom dia!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Contraponto

Procuro esvaziar meus pensamentos, na tentativa de me arrancar desse torpor... 
Estou sem estímulo. Sem coragem para seguir em frente. Por que você precisou ir agora?
Eu não fazia idéia do quanto seria difícil e que me faria tanta falta... não posso sofrer tanto em nome de um passado, uma história, que não vai se repetir.
Meus temores, se acumulam na incerteza dos passos que não posso dar, mas ao mesmo tempo, me impedem de seguir, ainda que para me aventurar.
São sonhos que jamais vão se realizar, porque sua persistência neles, me conduz a uma realidade que não consigo enxergar.
Em contraponto, a vida urge fora de mim e aqui dentro, por mais seguro que seja, não me acrescenta novos horizontes e o medo me estanca.
Sem forças, levantar e seguir, são atos impraticáveis, e fico eu aqui, como zumbi, vagando entre o real e o imaginário, perdida nas mesmices.
Quanto tenho a fazer... quanto consigo executar?
Medidas de uma dor que não passa. Não me deixa!
Nada me vislumbra oportunidade e sem você, o cinza se instalou. O frio penetra aos poucos, mas o vazio já é absoluto.
Olho em torno e não vejo nada ou ninguém capaz de substituir a sua forma, o seu tom...
Ouço o meu coração e me deparo com tanta dor, que melhor seria ser surda a ele.
Quem poderá me salvar, se você não me vê?
Quem virá me resgatar de mim mesma, se você já não se importa?
Quem vai amparar meus passos, tão débeis e frágeis, que não passam de arremedo de caminhar?
Ah, tudo o que eu queria agora, era poder esvaziar meu coração, pois meus pensamentos, até consigo por alguns instantes, mas ele não.
Nem posso pedir para voltar, porque você não virá. Não me ouve mais... está longe demais para poder fazê-lo.
Também não adianta gritar, porque calado o meu amor, desse jeito, não tenho ousadia para enfrentar esse silêncio.
Queria ir com você, para me sentir mais segura... e nem isso me é concedido...
Preciso respirar para viver, mas até isso está no limite da dor e ai, só consigo fazer o suficiente para não enlouquecer.
Vou ficando minguada em mim mesma, sem brilho ou cor que me valha a luz que pensava ser minha...
E você? Por que tinha que desistir agora?

Bom dia.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Busca

Ela sentia medo da solidão, se apavorava, com a idéia de viver só, sem um amor.
Seu corpo clamava por uma paixão, que confundia com sexo, de forma desordenada. Seu corpo lhe cobrava aquela sensação. Era como um vício...
Ela chorava, porque todas as buscas, sempre acabavam em gavetas desarrumadas, e o vazio era sempre maior...
Sonhava com o príncipe encantado, que até podia ser desencantado, mas precisava ficar. Era muito importante que viesse para ficar.
Isso não podia acontecer eternamente. Cada vez que conhecia um homem, pensava que fosse para sempre, mas outra vez, ele se ia, do mesmo modo que tinha vindo e a deixava cada vez mais sozinha, desamparada e se sentindo um lixo.
Nova busca, nova esperança, novo alento e novamente o eco do nada...
Quando ela conheceu-se a si mesma, descobriu o amor. A princípio, timidamente, avaliando se seria possível, com medo daquele sentimento que a consumia por inteiro, mas aos poucos, quando o amor próprio foi crescendo e lhe envolvendo, transmitindo-lhe segurança, começou a gostar da brincadeira.
Tornou-se forte, determinada e seletiva.
Buscando a si mesma, descobriu que se bastava e melhor, que podia dizer não. Podia desistir e não faria mais diferença, porque ela estava ali, única, compacta, pronta como a rocha, a receber o impacto da água, sem contudo demover-se.
E então, descobriu a felicidade que tanto almejou.

Boa noite!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Covardice

Ontem, percebi que você tem muito medo.
Tem medo de amar, envelhecer, viver...
Olha, não adianta eu dizer que estou aqui para sempre, se você não pode investir, porque tem medo que eu não esteja; Não tem como!
Você não consegue manifestar amor, porque ama demais! 
Tem tanto medo de perder seus entes queridos, que prefere negá-los. Ilusória essa sua capacidade de desdenhar, para não sentir a perda.
Você diz que não é ciumento, mas alfineta o tempo todo. Dá indiretas, comenta, sorri, mas enquanto isso, avalia se estou ou não, realmente me importando com o alvo das suas investidas; Claro que é ciúme!
Diz que nunca amou ninguém, mas é mentira! 
Ama seus filhos, mas os mantém afastados, porque se perdê-los, já estará acostumado à ausência deles.
Seu medo de perder é tão grande, que prefere afirmar que não ama, porque assim, se um dia não for mais possível, pensa que será mais fácil se refazer.
Afirma que não vai esperar a morte, se tiver que depender de alguém, porque tem medo da dependência, não por ela, mas porque se alguém te faltar, não se perdoará por ter se permitido.
Na verdade, o que você tem é covardice. 
Medo de me amar, porque não pode conviver com a incerteza do meu amor. Não saberia o que fazer, se me perdesse, então, mais seguro manter a distância.
Bobagem! Quanto mais você estiver comigo, menos estarei longe de você.
Alguém um dia, disse que viver é mergulhar de cabeça, em queda livre. Amar também!

Bom dia!
 

sábado, 28 de abril de 2012

Única

Mã (como eu chamo a minha mãe), hoje, estou me sentindo muito oca. 
Ontem, fez um mês que o Kokão se foi. Hoje, faz dois anos que você fez a viagem.
O que deu em vocês, para nos deixar assim, ainda com tanto a fazer por mim, meus irmãos e seus netos?
Sabe o que mais sinto pela sua partida? Não poder lhe contar as coisas! 
A gente tinha tantas diferenças, mas você é a única pessoa que eu conheço, a quem eu confiaria o meu segredo mais tenebroso, porque não conheço ninguém capaz de guardar algo que lhe seja confiado, como você!
Às vezes, me pego olhando para a sua fotografia, e lembro com muita saudade, das conversas que tínhamos, onde fosse o que fosse que eu lhe contasse, você nunca julgava. Só ouvia...
Claro que você também era (será que ainda é?) muito "tagarela" (risos); Arranjou um jeito de falar até mesmo quando os médicos garantiram, que traqueostomizada, isso seria impossível! (Risos...) Mas qualquer que fosse o assunto, você jamais trazia à tona, aquilo que lhe fosse dito em segredo. 
Sempre disse às pessoas que nos conheciam (e até para aquelas só do meu convívio, que para guardar um segredo, você era (é) única!
Mã, sinto a sua falta, mais do que posso administrar, sabia?
Queria lhe dizer, que finalmente, consegui mandar forrar aquele sofá; Que a Anastácia, ficou ótima após a retirada dos tumores que tinha nas mamas, mas justo a "gorda", ficou ainda mais roliça; Que a Belizária, emagreceu muito quando ficou doente, mas está melhorzinha, e continua, como você dizia, abrindo os olhinhos pela manhã, já avaliando as possibilidades da arte do dia; Que o Antonio, é um "grude" com a vovó, e que o Marcus, ri à larga, quando me vê repetindo as suas façanhas, na condição de avó, e que a Cláudia, é uma nora especial, no que tenho certeza, você concordaria...
Seriam tantas as novidades, nesses dois anos, que a gente ficaria horas sentadas naquela cozinha, lambiscando e conversando... é muito grande a saudade, minha mãe!
E também, tem a partida do Kokão, que se for assim, deve estar ao seu lado, e agora, vocês dois, mais uma vez, entabulando planos, para os filhos e netos, como sempre faziam juntos... acho que a chegada dele ai, deve tê-la deixado com o coração apaziguado, né?
O tempo, acomoda os sentimentos de dor pela perda, mas não diminui a saudade. Antes, só a faz aumentar...
Sem você, o silêncio é algo denso e, a falta que sinto do som da sua voz, nem eu mesma posso dimensionar...
É enorme a lacuna do vazio que você me legou, Mã, mas se puder e estiver vendo o meu coração, por favor, não deixe de abrandar o tumulto que está ali instalado, porque tá difícil, sabia?

Com muito amor e muita saudade, sua filha.

Bom dia!

 
 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Missiva

Meu querido "Kokão", faz um mês que nos despedimos (aliás, eu me despedi de você).
A saudade é enorme, mesmo por tão pouco tempo de afastamento...
Tempo? O que dizer desse ditador, que enquanto conforta, trata das feridas, também me acorrenta e mantém refém de seus caprichos?
Você se foi, sem dizer adeus, porque saiu durante a chuva, em meio à tempestade de raios e trovões, como se tivesse medo da despedida.
Eu estava lá, mas você fez questão de não olhar pra mim. Fui para estar com você, mas como estava determinado, continuou naquele sono do qual não mais acordou.
Lhe abracei, segurei a sua mão, lhe sussurrei o meu amor, a minha gratidão, mas você manteve o silêncio.
Papai, a minha dor, era maior que a sua, pois era eu quem ficava, enquanto você buscava novos horizontes (quem sabe, encontrar com a mamãe), me deixando ali, sem poder fazer escolhas e, ademais, você estava sedado, eu não.
Afirmou a sua história, nas minhas lágrimas, permitindo que eu me sentisse assim, desamparada.
Não pude me redimir; Não pude agradecer; Não pude contar meus segredos... e você, não me contará mais os seus...
Kokão, éramos tão amigos... ou somos?
Naquela hora, só conseguia pensar que você precisava ir e por isso, não pedi para que ficasse, mas se estava me vendo, sabia que a minha vontade era gritar que não fosse.
Eu ainda preciso tanto de você! Não sei andar sozinha! Você foi sempre tão presente, que se esqueceu de me dizer como seria.
Aliás, Kokão, também não cumpriu a sua promessa: disse que viveria até os 112 anos!
Me fez acreditar que tinha o poder de determinar quando fosse a hora de partir... hoje, concluo que você também não sabia.
Na memória, guardo o seu sorriso, o azul dos seus olhos, a lembrança das suas mãos, sempre trêmulas, mas que transmitiam a segurança que ninguém jamais será capaz de me dar.
Lembro o som da sua voz, e às vezes, ainda ouço você me chamar. Que loucura! Sei que não está mais comigo, mas não posso pensar que seja assim... afinal, você me disse que a vida continua!
Sempre acreditei que você seria eterno! Que tola!
Sinto muito a sua falta, que me remete aos ensinamentos que me deu, ao seu afeto paterno, e não me permito sentir a sua ausência. Você continua...
Agora, me restam as lembranças, a saudade que fere diariamente, impedindo que a dor esmoreça, o aprendizado que foi viver sob a sua proteção e o seu amor.
Sinto que todo o meu amor por você, não justifica o quanto devo lhe agradecer.
Quando puder, e se puder, me responde essa carta. Mesmo não acreditando que aconteça, em algum cantinho escondido no meu coração, estarei pensando que um dia, vou receber notícias suas e você vai me provar que isso não é fantasia, que é possível, até porque, preciso acreditar.
Com amor, sua filha, sempre...

Boa tarde!

  

domingo, 22 de abril de 2012

Risco

Percebo que você está apostando na vida eterna...
Será que ela existe? E será que nós estaremos nela, juntos?
Está tão preocupado em fazer tudo ao mesmo tempo, e para tanta gente, que está se esquecendo de nós!
Está deixando o tempo (que não temos), nos distanciar sistematicamente.
Não confio nas suas promessas, não acredito em você!
Não vislumbro futuro e vou ficando, indiferente, aos seus passos que agora, se na minha direção, ou em sentido contrário, sinceramente? Acho que já não faz diferença!
Acolho você no coração, meio que pelo hábito da janela aberta e esquecida...
Espio você pela fresta, mas se não o vejo, também não perco o fôlego, não fico mais ansiosa...
Você nunca se dá conta das perdas que amealhou durante a sua vida inteira e até pode ser por insegurança, ou medo de ser feliz, mas o fato é que está acostumado a não entender o mal que faz a si mesmo.
Outrora, eu corria na sua direção, buscava você. Hoje, cobro apenas a presença, sem fazer questão do conteúdo; Também não se dá conta disto.
Todos os dias, quando me acorda, eu penso se faz sentido... todos os dias, quando vou dormir, me pergunto se amanhã será diferente...
Não vejo como mudar o sentido da roda que nos move,  pois já estabeleceu o círculo vicioso...
Sei que posso dar um basta, mas você esgotou minhas forças de tal modo, que tenho preguiça de fazer o que devo. Espero...
Vez ou outra, acho graça nas suas tentativas de justificar suas faltas, mas na verdade, nada mais me faz rir como antes...
Você vem secando a força vital de "nós", sem calcular o risco. Tem apostado que será pra sempre, mas eu não creio mais que seja possível, então, só vai ficar mais difícil, com o passar do tempo.
Observa seus passos e reavalie nossos papéis. Tenho certeza que meu contrato de amor eterno, já se expirou, e quem o rescindiu, foi você, por descumprimento de cláusulas que jamais poderiam ser violadas.

Bom dia!!!

 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Abandono

Não me desampara, por favor!
Esteja onde estiver, olha por mim. 
A dor da minha saudade, só não é maior que a minha insegurança. Tenho medo de seguir sozinha, sem suas mãos a me guiar, sem seus conselhos, sem sua proteção.
Se não podia de outro jeito, devia ter me dito que ia doer tanto, mas não me preparou para conviver com a sua ausência.
Me fez acreditar que seria para sempre!
E o que eu faço agora?
Como administro esse vazio?
O seu olhar (que olhos lindos!), o seu sorriso, não estão mais aqui para me acolher...
Nunca mais a sua voz; Nunca mais a sua gargalhada; Pior: nunca mais o seu zelo e o seu carinho...
Só essa sensação de abandono, a perda que me asfixia.
Ouvir seus CD's, não ajuda, porque aumenta a saudade.
Fiquei à margem da estrada, sem vontade, sem coragem pra seguir em frente...
Por que teve que ir?
As lágrimas, até consigo a custo, estancar, mas sem você, não posso deixar de sentir dor.
Mesmo querendo, não sou assim tão desgarrada.
Eu tive infância. Escrevi a minha história, mas você estava nela.
Foi meu herói, meu campeão.
Ouvir sem você, as suas músicas favoritas, me demonstra que só aumenta a saudade e a dor da sua partida.
Meus ouvidos treinados pelo seu gosto musical, não ajudam a esquecer...
Sei que é a ordem natural da vida, e você tinha que ir, mas me sinto traída por sua debandada. 
Me fez acreditar que não partiria ainda e agora, me deixa órfã desse jeito...
Preciso seguir, porque a vida me exige, mas por favor, esteja onde estiver, cuida de mim!

Homenagem ao meu pai (Kokão), Bittencourt Bertulucci, que faleceu no dia 27 de março de 2012, aos 79 anos, escrita na estrada, em viagem de volta, após o seu sepultamento.

Bom dia!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Fragmentos

Na medida em que avançamos pela estrada, nem nos demos conta dos resgates que fizemos, mas foram lembranças, saudades e alegrias que pudemos reviver em algumas horas.
Seguimos leves, recordando os fragmentos das nossas vidas, ora no contexto familiar, ora no âmbito de trabalho, individual, ou vivido juntos, mas nossa história estava ali, construída de pequenos detalhes, que foram juntados por toda uma existência.
Agora era o momento de confidências e não de cobranças, mas ainda assim, sempre emoldurado por muita leveza e alegria!
Do alto majestoso dos seus 88 anos, amealhou tanta sabedoria, tanta generosidade em distribuir esse conhecimento agregado à vida de emoções únicas...
Dividiu comigo, esses tesouros, que guardo no coração e na memória, pois a vida consiste nesse juntar de peças, como um mosáico colorido, dos membros de uma família, que interagem e a isso somam também os amigos, os afetos e desafetos, encontros e desencontros.
Tudo agora faz sentido; Tudo se apresenta como deve ser e a vida segue fértil, no amor que só o próprio curso pode guarnecer.
Que bom que pude viver esse momento!

Bom dia!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Hoje

Hoje, é a data em que a mídia comemora a queda dos conceitos machistas que subjugavam as mulheres, que lutaram em alguns casos, até contribuiram com a própria vida, para chegarmos até aqui.
Não sou afeita a comemorar esta data, porque ninguém comemora o dia internacional do homem, e, como não aprecio concessões, do tipo: "tá, eu deixo você ser mulher, pensar, agir, sentir, ser capaz e tudo o mais, já que você quer tanto"...
Eu não preciso que me consintam! Eu sou!
Toda mulher que se situa, sabe que é muito trabalhoso, mas também compensatório, ser mulher hoje.
Conquistamos, a guisa da luta de ícones expressivos, como Frida Kahlo, famosa pintora mexicana, Tarsila do Amaral, artista plástica brasileira, Bettany Hughes, historiadora inglêsa da atualidade, Ana Neri, enfermeira, Anita Garibaldi, guerreira, Maria da Penha, vítima de agressões, Hortência, a nossa eterna cestinha, no basquete, Madre Teresa de Calcutá, religiosa, enfim, eu poderia passar o dia, citando médicas, políticas (de verdade), professoras, advogadas, mães, tias, avós, irmãs, trabalhadoras rurais, "margaridas", rainhas e princesas, uma gama de nomes fantásticos, que se destacaram na construção da nossa consciência coletiva e nos trouxeram até aqui.
Mas cada uma de nós, hoje, é única, porque temos a nossa história própria e nossa luta pessoal, e, a meu ver, é o que devemos comemorar, mas não uma ou duas vezes por ano e sim, todos os dias das nossas vidas, com nossos momentos exclusivos, de dor, sofrimento, ou sucesso e alegrias.
Pra finalizar, vou citar a frase de um homem, Charles Fourier: "O grau de civilidade de um povo se mede pelo grau de liberdade da mulher." 
Assim sendo, eu comemoro com você, mas não porque hoje é o Dia Internacional da Mulher. Antes, porque SOMOS MULHERES!!!

Bom dia!!!